A Itaipu Binacional anunciou a instalação de uma usina solar flutuante no reservatório da usina hidrelétrica, em caráter experimental, com capacidade de 1 MWp (Megawatt-pico). O edital para contratação do serviço, com valor estimado em U$ 1 milhão, foi publicado nesta quinta-feira (25) e prevê o fornecimento dos equipamentos, instalação, comissionamento e assistência técnica. A licitação está aberta para consórcios binacionais, formados por empresas brasileiras e paraguaias.
Os painéis serão posicionados no lado paraguaio do reservatório, e a energia gerada será destinada ao consumo interno da própria usina. Enio Verri, diretor-geral brasileiro de Itaipu, destacou que a iniciativa faz parte dos esforços da empresa para enfrentar a crise climática global. Entre os benefícios do projeto, estão o desenvolvimento de soluções tecnológicas sustentáveis, a criação de novos negócios e a otimização do uso do reservatório.
“A solução encontrada aqui na Itaipu poderá servir de modelo para a instalação de projetos semelhantes em outros reservatórios brasileiros,” afirmou Verri, ressaltando que o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, baseada na geração hidrelétrica.
Além da planta fotovoltaica, a Itaipu Binacional, o Itaipu Parquetec e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI – margem paraguaia) desenvolverão o projeto “Estudos para Sustentabilidade da Usina Solar Flutuante (USF) no reservatório da Usina Hidrelétrica Itaipu (UHI)”. Este projeto inclui análises comparativas de geração entre a usina flutuante e usinas solares em solo, modelos de negócio para as legislações brasileira e paraguaia, e avaliação de impactos na rede interna de energia da Itaipu, entre outros estudos.
Rogério Meneghetti, superintendente da Assessoria de Energias Renováveis da Itaipu, afirmou que as análises poderão confirmar benefícios ambientais esperados, como a redução da evaporação do reservatório e a mitigação da formação de algas, contribuindo para a preservação dos ecossistemas aquáticos. A água refletindo a luz solar também pode aumentar a captação de energia dos painéis, gerando maior rendimento comparado às instalações terrestres.
As empresas interessadas na licitação deverão formar consórcios binacionais, com participação mínima de 30% para cada consorciada. O prazo para instalação dos painéis, após a assinatura da ordem de serviço, será de 150 dias corridos, incluindo todas as etapas de projeto, construção, montagem e comissionamento, além de 180 dias para assistência técnica, treinamento e aceitação final do produto, totalizando 330 dias para execução do projeto.
Itaipu no G20
Entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro deste ano, Foz do Iguaçu (PR) sediará o encontro do G20, marcando a primeira vez que uma cidade do interior do Brasil recebe o evento. A Itaipu Binacional é uma das patrocinadoras do G20, destacando a importância de Foz do Iguaçu no cenário global e colocando a Itaipu em evidência como um exemplo de inovação e sustentabilidade.
Com a instalação da usina solar flutuante, a Itaipu Binacional reafirma seu compromisso com a transição energética e a sustentabilidade, temas centrais das discussões do G20. A usina-piloto não apenas fornecerá energia limpa e renovável, mas também investirá em inovação tecnológica, demonstrando como a infraestrutura existente pode ser adaptada para as demandas do século 21.


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