Youtubers mirins e a propaganda ilegal

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CDC. O Código de Defesa do Consumidor estabelece que toda propaganda deve ser claramente identificada pelo destinatário, caso contrário há uma ilegalidade. Youtubers mirins. Na internet há muita propaganda disfarçada, especialmente nos vídeos disponíveis em canais direcionados ao público infantil. Exemplo dela são as imagens oficiais de marcas que são exibidas. O público infantil e adolescente é constantemente exposto à publicidade abusiva. Dificuldades. A publicidade infantil abusiva na internet apresenta inúmeras dificuldades de controle, pois nem sempre é possível distinguir propaganda da opinião. Ilustração disso é encontrada no unboxing: nem sempre é possível identificar o que foi enviado pela empresa ou postado pela criança que foi à loja e comprou o produto. Mistura. Nesse universo virtual, os vídeos do unboxing misturam-se com os dos youtubers, o que deu uma roupagem atrativa às crianças. Legislação. Atento à desproteção em que a criança está inserida, o Conar, mesmo atendendo mais ao mercado publicitário, resolveu inserir regras no seu código que afirmam que a publicidade para criança é prática abusiva. Assim, o merchandising para criança é ilegal. Proibição. Desde 2013, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) faz severas recomendações para a publicidade que envolve crianças e afirma que as crianças até 12 anos não podem participar de ações desse tipo em TV, rádio e mídia impressa. Também proíbe a utilização de elementos de universo infantil ou outros artifícios publicitários com o objetivo de chamar a atenção desse público. Conanda. Além destas proibições, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, na Resolução 163, considera abusivo “o direcionamento de comunicação mercadológica” aos menores de 12 anos que utilize “linguagem infantil, efeitos especiais e excessos de cores, trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança, desenho animado ou de animação”, entre outros. Alerta. Visando à conscientização da população sobre os efeitos nocivos da prática abusiva, a OAB/RJ lançou a campanha Publicidade Infantil para alertar acerca do desvirtuamento que certas propagandas fazem no que tange à educação alimentar, erotização precoce, estímulo ao consumo de álcool e tabaco, ilusão da supremacia do ter perante o ser, que geram prejuízos à formação das crianças, pois elas não possuem condições de interpretar as propagandas de maneira crítica




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