No último fim de semana tivemos uma experiência para lá de ousada, onde fomos conhecer o Grupo Track Rapel, que faz atividades de rapel em Foz do Iguaçu, como apresentamos em outra matéria, um turismo alternativo na cidade.

São dois locais de atividades em Foz: na Toca do Urubu, onde o rapel é feito num paredão de 30m de altura e na Ponte Tancredo Neves (Argentina), com 80m de altura. 

Com o objetivo de contar detalhes dessa aventura para os leitores da 100fronteiras, eu fui viver essa experiência (pela primeira vez), e para ser um passeio mais “light” optei por ir na Toca do Urubu (de 30m), só para começar.

Durante a semana eu já havia me inscrito para fazer o rapel no sábado a tarde, até que: chuva em Foz na sexta. Quando vi o tempo chuvoso, por mais que eu ame, já fiquei desanimada, porque o dia precisa estar ensolarado para fazer a atividade. 

Eis que, acordo sábado de manhã e o sol já estava a mil graus. Mandei mensagem para o Mohamed do Track Rapel perguntando se teria, e ele me respondeu com um “sim senhorita, sol lindo hoje”. Confesso que ali já me deu um frio na barriga! 

Às 14h nos encontramos no Caldo de Cana, na entrada do Bairro Carimã, fomos num grupo de sete pessoas. Do início até o fim, todos da equipe Track Rapel foram muito atenciosos. Depois que todos chegaram no ponto de encontro, partimos rumo a trilha. 

Próximo a trilha tem espaço para estacionar o carro. É importante levar água, protetor solar e repelente. Com o carro estacionado e itens de sobrevivência na mochila começamos a trilha até a Toca do Urubu, onde o trajeto não levou nem cinco minutos de caminhada para chegar até a Toca. 

Chegando lá, a equipe começou a montar a estrutura de cordas para o rapel. Enquanto montavam a estrutura, Mohamed explicou como é distribuído o peso e garantiu a segurança de todos. As cordas são amarradas num total de quatro árvores, três delas consideradas “pequenas” e a outra mais “reforçada”. 

Quando chegamos na Toca do Urubu, a primeira coisa que pensei quando olhei aquela vista de tirar o fôlego foi “meu Deus, lascou”. 

Enquanto Mohamed arrumava toda a estrutura, Angel, outro membro da equipe, foi nos equipando com os trajes de segurança, como o capacete e a “cadeirinha” em torno de nosso quadril (é isso que nos segura no rapel). 

Depois de toda estrutura pronta, todos trajados e em segurança, Mohamed deu as instruções de como descer. Tem todo um jeito de como controlar a corda, como posicionar os pés e o corpo, e nessa parte, eu particularmente achei tranquilo. 

Como estava com um friozinho na barriga, fui a penúltima a descer. Queria ter levado o celular para gravar a vista, mas o medo de não conseguir controlar a corda e de perder o celular foi maior, então agora o registro só existe na minha memória. 

Neste momento o frio na barriga estava tomando conta.

Na primeira vez que você chega na beira, você vê a altura e a sensação de tensão se mistura com a euforia da vista, mas assim que começa a descer, a combinação de verde com o rio e o canto dos pássaros faz o corpo respirar e desacelerar, é uma sensação única e a palavra que poderia descrever é: felicidade. 

Olhando lá de cima, parece que quando descer, você vai parar lá no rio, e isso assusta. A real é que você não vai parar no rio, mas sim no meio do caminho. Para chegar no rio, precisou descer mais alguns metros, e isso nós fizemos por meio da trilha.

Voltando a falar na sensação de felicidade: você não vai sentir logo de cara, ela só vem depois que você pega confiança e vê que consegue controlar a sua descida e que não há maneira alguma de você despencar dali. 

Tive a oportunidade de descer duas vezes, e parece que a segunda foi melhor ainda, dessa vez, tive um companheiro na descida, e aproveitamos para tirar uma foto de casal diferenciada, aliás, muito sincronizada. O fato é: já quero fazer rapel uma terceira vez, e talvez, quem sabe não seja na ponte da Argentina, com 80m de altura? 

Ah, lembrando que o rapel pode ser feito por pessoas de qualquer idade, inclusive crianças. Mohamed acompanha os pequenos em toda a descida, ou, caso a criança ou os pais tenham receio, ela pode descer com Mohamed.

O passeio não termina quando você desce os 30m. Depois da descida, é feita outra trilha para chegar no Rio Tamanduá e se refrescar na cachoeira. Essa trilha é um pouco mais longa do que a primeira, não sou boa para estimar tempo, mas em 10 minutos você chega na cachoeira.  

As cachoeiras do Carimã são bem conhecidas e movimentadas, exceto a cachoeira da Toca, que é a que fomos, pois como o acesso dela é mais difícil, poucas pessoas frequentam. Quando fomos, tinha apenas um grupo de quatro pessoas se refrescando no rio. 

A cachoeira da Toca é surreal, e eu sou suspeita de falar, pois amo natureza, o barulho da água… Ali é um lugar para relaxar e pensar na vida. Eu entrei na água porque estava muito calor, lá é raso e a água estava tranquila porque o rio estava consideravelmente baixo.

Até aqui tudo bem, tudo perfeito… Mas vamos recapitular que descemos 30 metros e mais alguns para ir no rio, ou seja, tivemos que subir os 30 metros e mais um pouco  para voltar para o ponto inicial. Esse momento foi o mais difícil do passeio, foi sem dúvidas, um treino de cardio.

Tirando o treino de cardio, foi uma experiência incrível. Vale a pena vivenciar, conhecer, e fazer coisas diferentes. É legal chamar os amigos e a família toda para o passeio, tenho certeza que vai ser algo que ficará guardado na memória. Afinal, Foz do Iguaçu vai além das Cataratas. Há muitos locais para descobrir e se divertir aqui!

O Grupo Track Rapel está com vários planos de expansão e aprimoração para receber os turistas. Por enquanto, eles estão dando uma atenção especial aos iguaçuenses, então aproveite o momento, aproveite esse sol maravilhoso de Foz do Iguaçu e aventure-se!

Para entrar em contato, acesse: Grupo Track Rapel.

Comentários

Deixe a sua opinião