A Terra das Cataratas é uma cidade amplamente turística, dependendo bastante do trabalho de restaurantes e hotéis, onde os turistas estão sempre procurando as melhores opções. Mas, em março do ano passado, começou a pandemia da Covid-19, causando uma onda de desemprego e preocupação aos trabalhadores desses ramos em Foz do Iguaçu

No ano passado, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregos e Desempregados), o cenário de desemprego em Foz do Iguaçu foi de desespero também; 4.501 postos de trabalhos, em todas as atividades como hospedagem, alimentação, transporte, armazenagem, comércio, indústria, construção, agropecuária e informação, foram perdidos. E desse número assustador, a maioria foi no setor de turismo.

Nos setores de hospedagem e alimentação, foram 2.790 empregos perdidos. E, segundo ainda o Caged, a situação deve piorar ainda mais nesse segundo ano da pandemia na Terra das Cataratas.

Ambos os setores vem tentando continuar de pé, seja com suas atividades e também em manter todos, mas como não estão recebendo o devido apoio do governo, uma das únicas saídas está sendo a demissão em massa dos trabalhadores e infelizmente fechar as portas. Com a nova onda de contaminação pelo vírus, a cidade está impondo novas medidas como os lockdowns nos fins de semana, toques de recolher e restrições para a população e também para as atividades econômicas.

Com elas, os meios de hospedagens e restaurantes estão sofrendo muito, os empregos perdidos pesam bastante nos setores e também para os desempregados. Por isso, o Sindhotéis (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) tem tentado fazer pedidos para o prefeito Chico Brasileiro e ao governador Ratinho Júnior (os dois sendo do PSD), mas ou seus pedidos são ignorados ou atendidos de forma parcial, não sendo o bastante.

Neuso Rafagnin, presidente do Sindhotéis, fala sobre essa negligência por parte dos governantes: “Reconhecemos as ações para conter a pandemia, porém exigimos contrapartidas para a principal indústria de Foz. Estamos quebrados, endividados e sem perspectivas”, afirma diante do número assustador de desemprego em Foz. E faz questão de lembrar também que os setores de hospedagens e alimentação são um dos maiores geradores de emprego e os principais pagadores de impostos na cidade.

O que está sendo pedido?

A Sindhotéis reforça o pedido feito para a Prefeitura de Foz em 25 de janeiro, feito primeiro pelo Comtur (Conselho Municipal de Turismo) e então pelo sindicato no dia 12 de março, para tentar manter sobre controle a situação de desemprego em Foz, que pede o seguinte:

  • Fim dos lockdowns e toques de recolher na semana e aos sábados e domingos;
  • Ampliação do horário de atendimento para ao menos até as 23 horas;
  • Redução da alíquota do ISS para 3%, a exemplo do ocorrido em 2015;
  • Isenção da Taxa de Verificação de Funcionamento Regular (TVFR);
  • IPTU – Prorrogação dos prazos e vencimentos e aplicação do desconto concedido para pagamento à vista também para os parcelados (não é renúncia fiscal) e manutenção de bonificações;
  • Isenção da taxa de publicidade;
  • Refis Municipal 2021 (refinanciamento da dívida fiscal) amplo.

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