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Foto: Wanderlei Gregório

Um sistema de iluminação mais moderno tem permitido que monumentos da Itaipu, como as calotas do Parque da Piracema e o Portal do Conhecimento, próximo à Barreira de Controle, tenham cores variadas conforme o período do ano. O trabalho foi executado pela Divisão de Serviços da Diretoria de Coordenação e incluiu a instalação de 40 luminárias led, do tipo RGB, sigla para red, green and blue (vermelho, verde e azul).

A tecnologia permite compor uma infinidade de cores, que são programadas de forma que se alterem a cada temporada – para isso, basta uma programação prévia e digital, por meio de um sistema on-line. Em meses de Outubro Rosa e Novembro Azul, os monumentos podem ser programados para seguirem as colorações das campanhas vigentes.

Das 40 unidades, 20 luminárias foram usadas para iluminar as calotas do Parque da Piracema. Outras 12 foram instaladas no Monumento do Conhecimento e oito unidades ainda serão ligadas à rede para colorirem a fachada do Centro de Recepção de Visitantes (CRV).

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Chegada das calotas à Itaipu. Foto: Arquivo Itaipu.

Nas calotas, o desafio foi permitir que as lâmpadas alterassem o tom da estrutura que preserva a cor do aço original.

“Tivemos que elaborar um projeto luminotécnico para dar o efeito desejado”, explicou o gerente da Divisão de Serviços, Sérgio Bopp, ressaltando a importância do trabalho da equipe. “Deixamos a luz branca por fora para realçar a cor do material, enquanto dentro podemos alterar para uma combinação de milhões de cores”.

Durante à noite, as cores dão ainda mais beleza às calotas da Piracema, que também estão no circuito turístico da usina. As estruturas também são parte importante da história da Itaipu – e até de lendas sobre a obra.

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Foto: Arquivo pessoal – Robson Borges.

Não é incomum ouvir, em tom de brincadeira, que as calotas seriam, na verdade, panelas usadas para alimentar os 40 mil trabalhadores na época da construção da usina.

Na realidade, as duas cuias gigantes são remanescentes da instalação das unidades geradoras e foram usadas para os testes de pressão na caixa espiral – o “caracol” das unidades – e no trecho final do conduto forçado.

Com peso de 90 toneladas, 10,5 metros de diâmetro e 5,5 metros de altura cada, elas submetiam esses dois componentes a diferentes níveis de pressão e mediam a sua deformidade e eventuais vazamentos.

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O terceirizado Robson Borges acompanhou os testes das calotas. Foto: Arquivo Pessoal/Robson Borges.

Após o término da instalação das unidades 9A e 18A, elas perderam a serventia e foram instaladas no Parque da Piracema como forma de preservar este momento.

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Montagem da Unidade 18A. Foto: Arquivo Itaipu

Robson Borges, morador de Foz do Iguaçu, era encarregado de transporte da empresa Ceitaipu Eletromecânica, durante a montagem da 9A e 18A, e foi testemunha ocular destes testes. Até hoje, ele conserva as fotos feitas neste período.

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Foto: Elizete Medeiros.

“Pelo que me recordo, eram testes de 24 horas, feitos ao longo de três meses”, disse o técnico. “Realmente era um teste de pressão, tanto na estrutura quanto na mente de todos. Era surreal ver essas peças, ficávamos deslumbrados”, afirmou.

Hoje, mesmo sem a função inicial, as calotas ainda provocam vislumbre de quem passa pelo Parque da Piracema e, agora, com muitas cores.

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