Show em tributo a Elis Regina acontece no dia 14 de dezembro

1995

A cantora Marina Araldi e seus companheiros realizarão um tributo à obra de Elis Regina na Mansão das Artes, a partir das 20h30. Os ingressos estão sendo vendidos na recepção do local, na Rua Pedro Basso, 450. O espetáculo promete uma viagem às grandes e emocionantes interpretações da Pimenta

Desde que chegou, em 2015, Marina Araldi, cantora e moradora apaixonada pela fronteira, tem guardada a vontade de fazer um show que reunisse a obra de Elis Regina à possibilidade de sentir-se em casa, entre amigos – aqueles que tocam e aqueles que são tocados –, e amor.

A visita de dois amigos músicos da Itália, e outro de Pato Branco, à cidade rendeu a ideia de “juntar amigos e fazer um som”. Vem a Foz do Iguaçu Luca Giachi (baixo) e Marcinho Pereira (bateria), de Florença/Itália, e Diego Guerro (acordeão), de Pato Branco/PR, para encontrar Frank Cimino (guitarra) e a cantora Marina Araldi, neste que será um evento para ficar marcado na memória e no coração.

 

Quando tudo começou e o amor pela grande voz da música brasileira

Lá em 2004, era sagrado, uma vez por semana a família Araldi saía do aconchego do Rio Quieto, comunidade do interior, e ia até a cidade, Coronel Vivida/PR, para encontrar o primeiro professor de acordeão do Luciano, o mesmo que ensinou os primeiros acordes no violão para Marina. Seu Ari Motta foi quem disse um dia: “Marina, vai na rádio e pede para gravarem em um CD, duas músicas da cantora Elis Regina. Romaria e Como nossos pais”.

Aos 9 anos, quando Marina Araldi deu seus primeiros passos no que hoje se tornaria sua vida e profissão, entoava repetidas vezes no rádio do pai, Jailton, Como nossos pais. A voz da Pimentinha soava como sua própria intuição. Um grito tão afinado que só fazia a aspirante a cantora querer abrir o peito, soltar a voz e falar a outras Marinas.

Os anos passaram, Marina mudou-se para Foz do Iguaçu, formou-se em Jornalismo e, é claro, a música esteve presente no Trabalho de Conclusão de Curso. A música a favor da comunicação. Marina usou a letra de O Bêbado e a Equilibrista, composição de Aldir Blanc e João Bosco, lançada por Elis no disco Essa Mulher, em 1979, para fazer exatamente o que disse sua professora, em 1982. O trabalho analisou a obra, discursiva e semioticamente, destrinchando frase por frase, para compreender o papel da música de protesto como manifestação de resistência ao regime ditatorial imposto na época.

“Minha missão é cantar. É dizer para as pessoas coisas que elas não sabem e aprender outras que eu não sei.” (Elis Regina, 1982)

Cada nota cantada inspira a jovem cantora. “Elis foi a primeira a influenciar meu modo de cantar, pensar e me posicionar. Elis é sinônimo de força, coragem em ser mulher e enfrentar os medos e a carga imposta em uma sociedade que exige tanto das mulheres. Àquela que levou em sua carreira a missão de ser porta-voz de grandes compositores, falando de Brasil, de samba, de povo e da força feminina, minha eterna admiração. Elis é representatividade para muitos, e me orgulha ter nascido no mesmo país que esta mulher.” Marina Araldi.




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