Você costuma esquecer das coisas com facilidade? Como, por exemplo, onde estacionou o carro, ou se você lembrou de fechar o portão quando saiu de casa? Isso está cada vez mais comum e diferente do que as pessoas pensam ser perda de memória, muitas vezes é apenas falta de atenção, ou seja, a pessoa não se concentra naquela ação no momento em que está fazendo, pois seu cérebro está pensando em outra coisa.

Isso é reflexo de um mundo muito conectado e acelerado, onde queremos ou precisamos fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Mas também é resultado da falta da prática de atividades físicas. Isso mesmo, realizar exercícios não ajuda somente ao corpo, mas também ao nosso cérebro.

Segundo um estudo do chefe de neurocirurgia do Grady Memorial Hospital, de Atlanta (EUA), Sanjay Grupta, que consistiu em coletar evidências e conversar com especialista para entender melhor o nosso cérebro, ficou comprovado que é possível estimular a criação de neurônios e melhorar a saúde e o funcionamento do cérebro em qualquer idade por meio da atividade física, ação que tem o melhor efeito na saúde cerebral, pois é a forma mais confiável de liberar o BDNF – sigla para o fator neurotrófico derivado do cérebro. Essa é uma substância produzida pelo corpo e não pode ser injetada ou tomada na forma de pílula, pois a melhor forma de produzir é por meio do movimento, ou seja, do exercício físico.

Essa é uma ação para todas as idades e que deve ser intensificada quanto mais velho você for ficando, pois naturalmente o corpo vai deixando de produzir novas células e a perda de memória acontece.

Então, diferente do que dizem sobre a importância de estimular o cérebro realizando atividades como jogo da memória e caça palavras, a prática de atividades físicas é a ação com maior efeito para o cérebro.

Trinômio cérebro-paracérebro-mentalsoma

A advogada, Dra. Adriana Lacerda Rocha, e também professora-cosmoesteticista da Cosmoethos explica que todo mundo, sem exceção, possui quatro corpos, através dos quais se manifesta e evolui: 1. O soma (corpo físico); 2. O energossoma (corpo energético); 3. O psicossoma (corpo emocional); e 4. O mentalsoma (corpo das ideias). Cada veículo possui uma fisiologia e anatomia específicas. Uma delas, a mais nobre, é a relação (conexão) entre o cérebro físico (bastante estudado pela Medicina, localizado no soma), o paracérebro (anatomicamente localizado no psicossoma) e o mentalsoma (veículo mais nobre utilizado pela consciência, pois é a fonte do pensamento, ideias, raciocínio e onde fortemente se liga o paracérebro).

Caminhada ao ar livre

“Como háessa forte conexão cérebro-paracérebro-mentalsoma, quando otimizamos o uso do cérebro físico, isso repercute no funcionamento dos outros dois órgãos, otimizando sua fisiologia (ou parafisiologia) e, consequentemente, melhora os atributos deles que, por sua vez, repercutem nos atributos do cérebro físico. Atividades como o estudo e a leitura de livros estimulam a atenção, concentração, raciocínio, inteligência, associação de ideias e memória. Da mesma forma, a atividade física moderada produz o hormônio do prazer – a endorfina, e também a serotonina, acalmando a consciência e, por conseguinte, diminui o estresse negativo, permitindo que áreas nobres do cérebro, responsáveis pela reflexão possam atuar”, explica a Dra.

Ainda segundo ela, os benefícios dessas atividades que prolongam o funcionamento saudável do cérebro, consequentemente do paracérebro e mentalsoma, auxiliam a consciência a rememorar, dentre outros benefícios, de que modo vem se comportando ao longo das suas vidas e o que já realizou de positivo a favor de si e da humanidade. “Se a atividade física permanente, continuada, moderada, traz saúde física e o holossoma está conectado, o que está esperando para sair do sedentarismo (que já foi comprovado que mata tanto quanto os hábitos ruins como o cigarro e a bebida)?”

Essa é a pergunta que faço a você, amigo leitor? O que está esperando? Se ainda não pratica nenhuma atividade física, comece agora e veja como isso irá beneficiar seu cérebro.

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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