Escrita terapêutica ou escrita expressiva se traduz em utilizar o ato da escrita como ferramenta terapêutica.

Imagine seu coração transbordando de tristeza, sua alma chorando, inconformada com a vida e os caminhos que você segue, o que lhe resta? Chorar, gritar, morrer? Não!!! Você pode deixar o papel chorar por você, gritar por você, morrer por você. O papel sente por você e não fere nada nem ninguém, apenas extravasa seus sentimentos trazendo autoconhecimento e cura para a vida.

Esse simples ato de escrever pode aumentar sua imunidade e atenuar dores e sintomas de doenças já diagnosticadas, ajuda a organizar nossos pensamentos e reconhecer os sentimentos. Além desses benefícios, o mais significativo para mim, é o alivio e a leveza com que nos sentimos após essa prática que não requer grande investimento financeiro, apenas tempo e dedicação.

O papel pode ser seu terapeuta, seu melhor amigo, seu canal de escuta. Acolhimento, o papel acolhe e alivia, cada um dos sentimentos que jogamos nele através de palavras, desenhos e cores.

Quando nos entregamos a essa tarefa com concentração e dedicação, conseguimos acessar as memórias passadas, compreendendo sentimentos e trazendo a cura para muitos aspectos da nossa vida, inclusive nos ajuda a acessar a nossa criança interior identificando suas feridas e cicatrizes, transformando-nos em pessoas melhores e mais bem resolvidas.

Quando tive uma grande desilusão a mais ou menos um ano atrás, vivi entregue ao meu mundo de sofrimento por alguns dias. Em uma noite que não conseguia dormir, peguei os pensamentos e dúvidas que me faziam ficar acordada por horas pensando e os transformei em poemas.

Resultado, um livro de textos e poemas para reflexão: Por um instante, Psiu! Que será lançado no próximo mês e mais alguns projetos literários tomando forma.

Essa ação de escrever, não só me curou em um momento de desespero, quando estava perdida, sem saber para onde ir, ou como agir, como também me lembrou de quem eu era, do que eu gostava e das coisas que me davam prazer. Redescobri a escritora que existia dentro de mim e estava apagada no meu inconsciente.

Não estou dizendo que se você usar a escrita será uma escritora, não. Isso pode sim acontecer, mas não é esse o objetivo final da escrita terapêutica. No meu caso eu já tinha o hábito de escrever sempre que me sentia angustiada. Escrevia para pessoas no bloco de notas do meu celular ou no meu caderno, escrevia cartas diárias para o universo, contando meus sonhos, listinha de gratidão e escrevia cartas a Deus, me queixando, pedindo ou agradecendo.

Redigir, escrever, manualmente, sem interferência externa, de forma rápida e intuitiva, sem a preocupação com os erros gramaticais, concordância ou o que os outros vão pensar ao ler o que você escreve, auxilia de forma muito positiva no enfrentamento de crises e experiências ruins.

Como começar a fazer uma escrita terapêutica? Seguem algumas dicas que podem te auxiliar nesse processo:

  • Tenha sempre perto de você um caderno específico para esta atividade.
  • Escreva como se estivesse conversando com uma amiga, ao alguém em quem confia, pode ser até mesmo com Deus.
  • Escreva coisas que aconteceram naquele dia e que te deixaram triste. Ou peça desculpas a pessoas que magoou. Escreva.
  • Você acha que não merece ser feliz? Que lhe falta paciência, ou anda muito ansiosa? Escreva o que deseja… Eu mereço ser feliz. Eu sou muito paciente. Sempre afirmações positivas.
  • Deixe seu caderninho com a sua personalidade, use lápis e canetas coloridas, ilustre com imagens. Use sua criatividade.
  • Crie um ambiente acolhedor para escrever.
  • Não crie pressão para escrever todos os dias.

Quer mais dicas sobre escrita terapêutica? Deixe sua mensagem ou entre em contato comigo pelo meu inbox @van_medalha

Vanessa Ramunno Medalha, pedagoga e designer, amante das artes e das palavras desde a adolescência. Atualmente se dedica a escrita de textos, poemas e romances. Colunista da revista vem dar informações e dicas sobre terapias e comportamento, estudiosa que é na busca da sua evolução pessoal através da vivência como paciente de diversas terapias e estudante de Coaching infantil.

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