A dança do ventre é ligada ao ritmo de fertilidade e é a que melhor simboliza a essência da criação, onde se agradecia o milagre da vida, louvando através da dança e oração o prazer, nascimento e sensualidade feminina.

Apesar de ter ficado conhecida como dança originária da Arábia, ela foi criada como ritual de fecundidade há sete mil anos por sacerdotisas egípcias, uma dança secreta e importante, realizada pelas altas sacerdotisas, mulheres extremamente importantes e respeitadas na cultura egípcia, onde era proibida a apresentação em público. Com o tempo foi permitida apresentações em palácios e a partir daí a dança do ventre se tornou popular.

Vantagens de se tornar uma dançarina do ventre

Muitas mulheres buscam alternativas para ter um corpo saudável, fundamentadas no emagrecimento. Apesar de tratamentos estéticos estarem em alta como uma opção mais rápida, praticar a dança do ventre é uma ótima opção para quem deseja modelar o corpo de forma natural e ainda cuidar da mente. Além de ajudar a mulher a redescobrir-se livrando-se de bloqueios emocionais e corporais.

A dançaria do ventre profissional, Lucianie Siolari, explica que os movimentos circulares sinuosos e vibratórios fazem a energia vital circular por todo o organismo, propiciando assim o equilíbrio dinâmico dos chakras.

“Fisicamente ajuda a tornar o corpo da mulher mais cheio de curvas, mais sinuoso, sensual, além de modelar a cintura e permitir um melhor funcionamento dos órgãos internos através da constante massagem das ondulações abdominais. Também fortifica as pernas e a musculatura da região pélvica, pois a maioria do tempo fica na ponta dos pés. Já no plano emocional ao mesmo tempo que torna a mulher mais segura da sua importância, torna também mais suaves seus movimentos e gestos inclusive no dia a dia”, explica Lucianie.

Ela também destaca que qualquer mulher pode dançar, pois a dança do ventre ajuda a redescobrir o universo feminino e torna realmente a mulher mais bonita, pois age de dentro para fora. “Ela age na conscientização da mulher e quando ela percebe a beleza que tem deixa aflorar”, ressalta.

Benefícios da dança do ventre

No plano físico: aumenta os reflexos e educa a postura, deixando a coluna ereta. Fortalece e tonifica todos os músculos das pernas, coxas, quadris, abdômen, nádegas e braços. Auxilia nos problemas relacionados a menstruação e parto facilitando contrações e dilatações, alivia tensões na nuca, ombros e mãos, ativa a circulação, favorece pulmões com mais oxigenação do ar através de respirações rítmicas, concedendo ainda a flexibilidade e alongamento do corpo, além de conceder leveza. Permite bom funcionamento dos rins, eliminando o excesso dos líquidos e dos intestinos favorecendo a digestão e a eliminação.

Para o corpo

Pulsos: a constante movimentação das mãos e a rotação dos pulsos trabalha no alongamento dos tendões, diminuindo as chances de desenvolver tendinites, especialmente para as pessoas que trabalham com digitação.

Braços: os movimentos típicos da dança exigem que os braços fiquem longos períodos levantados, isso tonifica a musculatura e diminui a flacidez.

Seios: torna a musculosa rígida com o constante movimento do corpo.

Cintura: fica mais fina e as formas mais arredondadas.

Barriga: os músculos do abdômen ficam mais durinhos, ajuda a emagrecer e aumenta a perda de calorias.

Coxas: ganha força e tonicidade, pois são as partes mais trabalhadas na dança.

Batata da perna: ganha massa muscular, pois fica na ponta do pé.

Lucianie é apaixonada pela dança do ventre.

“Todo mundo pode praticar essa dança. Tem professores homens que são muitos reconhecidos na arte da dança do ventre também, então não é uma dança somente para mulheres! A dança do ventre se difere entre outras danças. Ela é completa e perfeita para todos que apreciam a arte. Uma vez estudada e compreendida que temos que estudar muitos movimentos desde a cabeça aos pés temos também vários ritmos para aprender. Ela é rica em tudo, podemos aprender os ritmos e depois disso dançar com improviso e viajar nos movimentos sinuosos, força, suavidade e com muitas batidas e shimmies que a dança do ventre oferece para nós”, explica a dançarina do ventre que também dá aulas particulares ou em grupos em Foz do Iguaçu.

Uma das apresentações da dançarina do ventre.

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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