Entretanto, médicos do mundo inteiro se unem na busca de um tratamento específico e precoce contra a covid-19. Inicialmente, médicos chineses tiveram bom resultado com o uso da hidroxicloroquina, e até a recomendaram. Mas isso não foi divulgado. Depois, em Bérgamo (Itália), Dr. Marcelo Corsini e Dr. Estefano Manera começarama prescrever o medicamento após alguns médicos se sentirem curados com ele.  

Na França, a equipedo Dr. Gautret conseguiu eliminar o vírus em seis dias em 57,1% dos casos graves (contra 12,5% do grupo de controle) com esse protocolo. O número chegava a quase 100% quando a hidroxicloroquina era associada à azitromicina. Diminuição da carga viral, diminuição de óbitos, mais casos graves recuperados. Sucesso importante. Melhor do que nenhum tratamento.

No hospital do Dr. Didier Raoult, em Marselha, mais de 2.600 casos tratados com o mesmo sucesso. Na Espanha, a equipe da Dra. Marina Buscar, em Saragoza, e do professor PhD, Dr. Djalma Marques, em Barcelona, repetiu o bom resultado, diminuindo o número de pacientes que evoluíam para fases mais graves da doença, que exigiam hospital, UTI e respiradores. A mortalidade foi baixada de 3,5% a 6,5% para 0,5% nos pacientes com aquele tratamento. Dr. Wladimir Zelenko, de Nova York, com mais de 400 casos, confirmou os bons resultados da Itália, França e Espanha.

Em São Paulo, Dra. Nise Yamaguchi, do Einstein, e Dr.  Roberto Zeballos, do Sírio-Libanês, têm juntos quase mil casos com igual resultado, enquanto nos hospitais públicos, sem esse tratamento, a mortalidade continua muito alta, como divulgado pela mídia. 

Apoiam esse tratamento: Dr. Harvey A Risch, da Escola de Saúde Pública de Yale, Connecticut, EUA; Dr. LucMontagnier, virologista  e ganhador do Prêmio Nobel de Medicina, da França; Natalia Pasternak, a cientista e microbiologista presidente do Instituto Questão de Ciência em São Paulo; Dr. Marcus Fabry, do Piauí, que viu seus hospitais e UTIs se esvaziarem com a adoção do tratamento em seu estado; Dra. Rayssa Soares, da Bahia; Dr. José Renato Castro, do  RJ; Dr. Heitor Gonçalves,  da Universidade Federal do Ceará; Dr. Claudio  Agualusa Guto, do RJ; Dr. Carlos Cury, do RJ; e muitos outros, todos confirmando que o tratamento precoce é essencial porque pode salvar muitas vidas. 

Mas ainda não existe consenso. Alegando que a ciência ainda não reconhece um tratamento específico, muitos médicos são contra. A OMS, a Globo, alguns jornalistas, políticos de alguns partidos e ideologias criticam e combatem o tratamento com veemência pouco explicável, mesmo não sendo médicos, e apesar das evidências robustas e inquestionáveis de sua eficácia.

A favor deles veio a publicação de um artigo publicado na Revista Lancetcitando 96 mil pacientes com covid-19 e afirmando que a hidroxicloroquina aumentou o risco de morte por seus efeitos colaterais graves. Mas ante a discordância e o protesto de médicos do mundo inteiro, a revista se retratou. E os três autores principais (Mandeep R Mehra, MD, Frank Ruschitzka  e  AmitPatelPatel) logo vieram a público para reconhecer que não tinham condições  de demonstrar a veracidade de seus  dados e de suas fontes, o que tirou qualquer caráter científico da publicação, que perdeu toda a credibilidade, por se tratar de um simples levantamento internacional de dados, e não de um estudo científico. 

Agora, com o acréscimo do zinco, do anticoagulante e da dexametasona (potente anti-inflamatório) no protocolo, a eficácia do tratamento ficou ainda mais evidente, como insiste o Dr. Roberto Zeballos, de São Paulo, opinião confirmada, há alguns dias, por publicação da Universidade de Oxford, do Reino Unido. O tratamento tem robustas evidências de diminuir a carga viral, de eliminar o vírus de forma rápida, de baixar bastante a mortalidade, de reduzir o número de doentes que evoluem para a fase mais grave da doença, de diminuir o número de doentes que precisam de internamento e de intubação.

O tratamento de cinco dias com doses corretas não consegue matar ninguém. Mas o vírus pode matar. É o que se vê no Brasil, onde a mídia global divulga mais de 47 mil mortes pela pandemia. O tratamento específico precoce ainda não é “reconhecido pela ciência”. E quando isso vier a acontecer, muito mais pessoas terão morrido. E então será evidenciado que isso era evitável e desnecessário. Um crime lamentável da “ciência” da OMS.

Também não há, ainda, “estudos científicos” que “reconheçam” o maior benefício do uso de um paraquedas, comparado com seu não uso, num avião que está caindo. Mas nenhum piloto inteligente e de bom senso deixa de usá-lo ou espera para abri-lo somente nos últimos cem metros de sua queda. Parece que o bom senso que salva a vida é mais urgente e vale mais do que a espera pelo “reconhecimento da ciência”, que pode chegar tarde demais.

*Antoninho Ricardo Sabbi, formado em Medicina pela FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – Rio Grande, Residencia medica em cirurgia oncológica no Instituto Nacional do câncer do Rio de Janeiro, RJ. Pos-Graduação em ginecologia na Santa Casa do Rio de Janeiro, pela universidade Cândido Mendes do de Janeiro, ex professor por concurso na faculdade de medicina da FESO – Fundação Educacional Serra dos Órgãos de Teresópolis, Rio de Janeiro, RJ. Cursos de aperfeiçoamento no hospital de câncer de Paris (Instituto Goustave Roussy) e no Instituto Europeu de oncologia de Milão. Titulo de especialista em cirurgia geral pelo colégio Brasileiro de cirurgiões (CBC-TCBC). Titulo de especialista em ginecologia e ostetricia pela federação brasileira de ginecologia e obstetrícia (Febrasgo-Tego). Titulo de cancerologia pela sociedade brasileira de Cancerologia (SBC-TECA) e membro emérito da sociedade brasileira de cancerologia. Titulo de especialista em mastologia pela sociedade brasileira de mastologia (SBM-TEMA) e membro emérito da sociedade brasileira de mastologia. Atuante na aérea de oncologia cirúrgica, mastologia, medicina de urgência, telemedicina e perito da justiça federal em Foz do Iguaçu, PR. Fundador e primeiro presidente da UOPECCAN – União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer, membro do conselho superior de Ex-Presidentes da UOPECCAN do Hospital de Câncer da UOPECCAN de Cascavel e do Hospital de Câncer da UOPECCAN de Umuarama.

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Antoninho Ricardo Sabbi

Membro emérito da Sociedade Brasileira de Cancerologia e Mastologia. CRMPR-7093.

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