Quando se fala em autismo, muitas dúvidas ainda surgem, principalmente com relação a causa do transtorno e como ele surgiu. O TEA não tem origem definida, porém grande parte dos casos se dá por predisposição genética, podendo ser hereditária, além de fatores ambientais. Essa dificuldade em comprovar o surgimento do transtorno é o que também dificulta a identificação do mesmo no indivíduo e leva muitas vezes ao preconceito de que a criança com autismo é na verdade uma criança birrenta, mal-educada e difícil de lidar.

Mas o que pouca gente sabe é que na verdade o autismo não tem cara e os sinais que ajudam a identificar esse transtorno, como a dificuldade na fala, comportamento e socialização, são diferentes de uma criança para outra, pois existem muitos subtipos de TEA, o que comprova a sua diversidade e complexidade.

Diante de tudo isso, muitas inverdades são associadas ao autismo. Por isso, listaremos alguns mitos e verdades para ajudar na melhor compreensão desse transtorno.

Mitos sobre o autismo

Antigamente o autismo era raro: um dos mitos diz respeito a história de que antigamente o autismo era mais raro e hoje é mais comum. Isso não se comprova, pois a verdade é que antigamente haviam pouquíssimos tratamentos indicados aos autistas, principalmente no que dizia respeito ao diagnóstico, além da falta de informação sobre o transtorno. Já atualmente, os estudos avançaram e as técnicas de intervenção geram resultados positivos que auxiliam os autistas no desenvolvimento e socialização.

Falta de empatia: outro mito está relacionado ao comportamento do autista, que as pessoas julgavam antigamente, e julgam ainda hoje, como falta de empatia. No entanto, a maneira como o autista reage as situações e a forma como ele expressa seus sentimentos é diferente. O indivíduo com TEA tem dificuldades em demonstrar o afeto, seja por meio da expressão facial ou mesmo pelo toque. Além da psicoterapia, a Terapia Assistida com Animais também contribui para expressões e comportamentos socioafetivos.

Os autistas precisam de tratamento até se tornarem iguais ao demais: esse é um grande erro, pois os autistas são diferentes e sempre serão, mesmo com intervenções. O mundo de uma pessoa com TEA é particularmente diferente, e está tudo bem. O que precisa ser feito pelos demais é compreender esse mundo e não tentar substituí-lo.

É possível identificar o autismo por meio de exame: essa informação é falsa, pois não existe um exame laboratorial ou de imagem específico que identifique o TEA. O diagnóstico é embasado em escalas internacionalmente validadas que devem ser aplicadas por especialistas da área.

Verdades sobre o autismo

O diagnóstico precoce é essencial: são nos primeiros anos de vida que os sinais do autismo surgem, por isso os pais devem ficar atentos a qualquer dificuldade na fala e interação que a criança apresente, pois quanto antes identificar o transtorno maiores são as chances de avanço nos tratamentos.

Existem comorbidades associadas ao TEA: sim, muitos indivíduos podem apresentar outras comorbidades juntamente com o autismo. Algumas delas são os transtornos de ansiedade, ansiedade de separação, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), tiques motores, episódios depressivos e comportamentos auto lesivos, transtornos de déficit de atenção e hiperatividade, deficiência intelectual, déficit de linguagem, alterações sensoriais, doenças genéticas, transtornos gastrointestinais, distúrbios neurológicos como epilepsia e distúrbios do sono e comprometimento motor.

O tratamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar: não existe um tratamento específico para o autismo e cada indivíduo agirá de forma diferente, então para cada autista será necessário um tipo exclusivo de intervenção. O diagnóstico geralmente é feito por um neuropediatra ou psiquiatra. No entanto o tratamento deverá ser feito por uma equipe multidisciplinar que agregue diversas áreas, tais como: fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia, terapia com animais, terapia alimentar, terapia ocupacional e integração sensorial.

Em Foz do Iguaçu, a Clínica Somare está há cerca de três anos trabalhando com uma equipe multidisciplinar focada no desenvolvimento das crianças com TEA. Para conhecer esse trabalho entre em contato por meio dos telefones (45) 3028-2965 e (45) 99817-9089 (Whats).

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras.

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