Com o distanciamento social e a migração para o home office, as empresas de modo geral e as pessoas precisaram adaptar-se ao novo formato de trabalho. Os encontros sociais, como idas a bares e restaurantes, também tiveram de ficar para depois. No entanto, mesmo quando o depois chegar, nada mais será como antes. Por isso, o “novo normal” também se apresentará nas interações sociais e nas organizações.

Um dos primeiros lugares a reinventar-se foi a França, onde um designer parisiense desenvolveu cones de plexiglas que, dispostos como pendentes, cobrem a cabeça das pessoas nos restaurantes, gerando mais segurança, algo semelhante às viseiras usadas pelos profissionais da linha de frente no combate à covid-19, conforme destacou o site Men’s Health em maio deste ano.

Mas, afinal, o que é plexiglas?

O termo em inglês plexiglass significa acrílico, material usado na fabricação de plásticos.

De acordo com o site ArchDaily, a ideia da criação do plexiglas surgiu em 1901 pelo químico Otto Rohm, mas foi incorporado ao mercado somente em 1933 pela empresa Rohm & Haas. O objetivo desse material, que é feito de termoplástico transparente à base de petróleo tipicamente fabricado em chapas, é servir como uma alternativa ao vidro, já que é mais leve e mais resistente.

(Foto: Reprodução internet)

Além disso, o plexiglas é muito útil para ser usado em aplicações externas, já que possui uma maior estabilidade ambiental do que a maioria dos outros plásticos. Também apresenta mais durabilidade e transmissão eficaz da luz, o que o torna uma invenção importante.

Uso do plexiglas no dia a dia

Ao longo dos anos, o material foi utilizado para diversas funções, compondo a arquitetura e acompanhando o desenvolvimento da construção civil. Atualmente é usado em janelas e claraboias, além de estruturas de chuveiro em banheiros, por ser um material antiderrapante. 

Também teve e tem ainda hoje bastante utilidade para substituir o uso de vidros em aquários, portas de submarinos, faróis de automóveis, proteção de janelas de aeronaves e em diversas áreas médicas, como cirurgias, materiais odontológicos e óculos.

Agora, com a chegada da pandemia e a necessidade de conter a disseminação do vírus, o material passa a ganhar uma nova funcionalidade, com uma pegada mais moderna e criativa, podendo ser usado em bares e restaurantes, além de escritórios, criando assim uma barreira transparente e segura para trabalhadores e clientes.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta o uso de plexiglas em mercados e restaurantes para servir os alimentos. Outros locais comerciais como farmácias também devem instalar as vitrines de plexiglas.

(Foto: Oliver Jaist)

Novo formato de trabalho em grandes corporações

Até antes da pandemia, os pequenos e grandes escritórios corporativos eram vistos como espaços amplos e abertos com mesas encostadas umas nas outras e pessoas circulando livremente e compartilhando o espaço do café. No entanto, atualmente, o distanciamento social não permite mais esse formato de trabalho, e para isso as organizações precisam passar por uma reformulação dos espaços. É aí que entra o desafio dos arquitetos: projetar espaços com privacidade e segurança.

No entanto, a eficiência do trabalho em home office proporcionou a muitas empresas a rotatividade dos colaboradores nos escritórios, evitando assim a aglomeração de pessoas em uma única sala.

(Foto: Christophe Gernigon)

O “novo normal” já chegou, e cabe às empresas e aos profissionais de arquitetura encontrarem formas de reinventar-se e projetar espaços que agreguem funcionalidade, segurança e privacidade. E, apesar do uso desse material ainda ser algo novo, espera-se que em breve os escritórios usem as barreiras de plexiglas nas repartições, além de bares, restaurantes e demais ambientes sociais que aglomeram pessoas.

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras.

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