Vidros foram instalados nas recepções, tapetes contêm produto antiviral, funcionários e hóspedes precisam cumprir procedimentos para evitar proliferação do Novo Coronavírus A retomada dos serviços de hotelaria em Foz do Iguaçu, autorizada desde 11 maio, criou um contexto inédito numa das cidades mais visitadas do Brasil. A nova rotina tem relação com os protocolos de segurança sanitária que precisam ser adotados para evitar a propagação do Novo Coronavírus (COVID-19). Um dos dois hotéis da Rede Viale, o Viale Tower (no centro da cidade), reabriu no dia 18 de maio com uma série de medidas de proteção.
“É uma nova realidade que exige muitas providências por parte dos responsáveis pelos hotéis, mas são medidas necessárias para dar segurança à nossa equipe e aos hóspedes,” atesta o gerente do hotel, Fernando Higa.
Entre os novos procedimentos estão: aplicação de produto antiviral no tapete de entrada; instalação de “cortina” de vidro na recepção; obrigatoriedade de uso de máscaras para hóspedes e equipe de trabalho, além de aferição de temperatura; disponibilização de álcool gel nas áreas comuns, nos banheiros públicos e nos apartamentos; higienização mais frequente de superfícies de contato como balcões, maçanetas, botões de elevador, interruptores, telefones, etc.; remoção de revistas e jornais; máquinas de cartão envelopadas com filme plástico; substituição de todo o enxoval a cada troca de hóspede; cobertores e toalhas embalados de forma individual.
Recepção do Hotel Viale Tower. Foto: Assessoria
O conjunto de normas foi elaborado a partir das determinações do decreto municipal e de amplo estudo de normas de outros estados e de redes internacionais de hotelaria. Reuniões ocorreram ao longo dos dois meses em que o hotel ficou fechado por determinação da prefeitura de Foz do Iguaçu. Na última reunião conjunta, realizada no dia da reabertura do hotel, os gestores revisaram detalhes dos procedimentos. No mesmo dia, às 16h30, o primeiro hóspede registrado depois do fechamento do hotel chegou, usando máscara. Carlos Eduardo, representante comercial de uma distribuidora de medicamentos, foi recebido com bolo: “Que isso tudo passe logo,” desejou. A comemoração também faz referência ao mês de aniversário de 6 anos de funcionamento do Viale Tower. O hóspede relatou que se sentiu muito bem ao encontrar objetos lacrados, álcool gel à disposição e nova rotina no café da manhã. Por enquanto, o decreto municipal autoriza apenas hospedagens de viajantes de negócios e por motivos particulares. Os atrativos turísticos de Foz do Iguaçu estão autorizados a reabrir a partir do dia 10 de junho. A outra unidade do Grupo Viale, o Viale Cataratas Hotel e Eventos tem reabertura prevista para o dia 10 de junho. Além de máscaras e álcool gel O setor de alimentos e bebidas do hotel passou por uma adaptação completa para atender os protocolos de higiene e segurança. No café da manhã, os alimentos são, preferencialmente, servidos à mesa, evitando-se serviço de buffet.
“A partir da permanência de 51 hóspedes no hotel”, explica o supervisor do setor, Joel Catafesta de Camargo, “os itens frios são oferecidos em buffet, com disponibilização de luvas descartáveis para uso dos hóspedes”. As opções quentes permanecem sendo servidas à mesa, sob demanda. Os guardanapos de pano foram substituídos por guardanapos de papel e há talheres e copos descartáveis à disposição.
Café da manha no quarto. Foto: Kiko Sierich
Para a limpeza, higienização e arrumação dos quartos, os funcionários do setor de governança (camareiras e zeladores) usam Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s) como máscaras que protegem olhos e boca, luvas e avental. A limpeza dos apartamentos é iniciada 72 horas depois do checkout. Entre as áreas de convívio, academia, sauna e piscina estão interditadas para uso. Isolamento, quando necessário Em caso de suspeita ou confirmação de hóspede contaminado pelo Novo Coronavírus, o protocolo exige isolamento dessa pessoa dentro do hotel. A alimentação será servida na porta do apartamento, sem contato entre hóspede e equipe de trabalho. Os serviços de quarto ficam suspensos, podendo o hotel fornecer enxoval para troca feita pelo próprio hóspede e posterior recolhimento seguindo o que preconizam as medidas de segurança.
“Esses dois meses de hotel fechado representam um grande prejuízo, mas consideramos que contribuímos e continuamos contribuindo para ajudar a conter a pandemia,” conclui o gerente comercial da Rede Viale, Luciano Ferreira.

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