Quantos gênios existem em Foz do Iguaçu?

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Por: Paulo André Norberto

Atenas (450 aC), Hangzhou (século 11), Florença (em 1500), Edimburgo (segunda metade do século 18), Calcutá (de 1840 a 1920), Viena (século 19) e Vale do Silício (no último meio século). Que tal Foz do Iguaçu nesta lista no século 21?

No livro Onde Nascem os Gênios, editora Darkside, o jornalista Eric Weiner rastreia os mesmos locais por onde andaram Sócrates, Michelangelo, Leonardo da Vinci, Shen Kuo, Freud, Mozart, Steve Jobs e Elon Musk. E tenta responder como uma cidade, ou região, alcança um apogeu inovador nas ciências e nas artes, uma verdadeira Idade do Ouro.

Estudioso da genialidade, da inovação e das cidades criativas, Eric Weiner presenteia o leitor com uma centena de referências teóricas, pesquisas e bibliografia deste universo da criatividade humana. Em seu livro, um diário de viagem, Weiner nos leva aos cafés, cheiros, sensações e pensamentos de locais que em determinadas épocas da história propiciaram o desenvolvimento de gênios em quantidade. De repente, uma cidade torna-se referência internacional, tamanha a produtividade de obras e ideias revolucionárias na música, nas ciências, na literatura, na filosofia, na engenharia e na política, o que leva a uma Idade de Ouro, a uma Renascença.

A pergunta e a reflexão constante sobre os porquês de cada cidade, em sua respectiva época, renascer como uma locomotiva intelectual da humanidade tornam a leitura deliciosa para quem valoriza a evolução humana.

Várias características que favorecem o nascimento de uma Idade de Ouro, a partir de um caldeirão criativo, citadas no livro me fizeram pensar na nossa Trifron. Paz, imigrantes de primeira e de segunda geração e gente de várias origens culturais.

Onde Nascem os Gênios nos apresenta elementos que explicitam a possibilidade de a Trifron tornar-se uma região de ouro. Gente de todo canto do mundo, que a partir de uma proximidade leva a uma explosão de novas conexões, novas ideias. A região, em pouco tempo, tornou-se universitária, atraindo milhares de cérebros.

Vejo uma Trifron fantástica nas próximas décadas, onde a genialidade encontrará terreno fértil para florir com intimidade, povo conversador, confiança, alguns dos itens da cesta básica para o surgimento de cidades criativas.

Quantos gênios criativos temos na nossa região? A presença de gênios da ciência, das artes e dos negócios em uma cidade é um indicador para os adultos responsáveis que pensam no bem da região refletirem. Como podemos facilitar a explosão de criatividade nas artes, nas ciências e no empreendedorismo da Trifron?



Formada em Jornalismo (UDC) e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas (Unila), atualmente é jornalista e editora na Revista 100fronteiras.


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