O governo argentino recentemente publicou algumas fotos com mais ou menos 100 anos de idade, ou até mais. Essas fotos do passado refletem as paisagens naturais de Misiones, quando existia pouco impacto vinda da mão do homem.

Exposição de altas acrobacias nas Cataratas do Iguazú, realizada por praticantes de equilibrismo alemão, em 1952.

Acrobatas nas Cataratas do Iguazú

Ano 1932, churrasco dos funcionários dos Correios.

Churrasco funcionários correios em 1932 em Misiones

Ano 1952. Membro da Trupe Oriental, realizando altas exposições acrobáticas nas Cataratas do Iguazú

Trupe oriental nas Cataratas do Iguazú em 1932

Cartão postal vintage de uma vista do Banco de la Nación Argentina, Posadas, Misiones.

Banco de La Nacion, Posadas Misiones

Cartão postal, vista do passeio e o mastro principal da Av. Mitre, Posadas, Província de Misiones.

Av. Mitre, Posadas, Argentina

Outubro de 1952. Os caminhantes na corda bamba, os alemães Die Zugspitz Artisten, Hilda Littig, Jupp Klein e Roland Rumler realizando uma exposição nas Cataratas do Iguazú.

Acrobatatas alemães nas Cataratas do Iguazú

Trecho de um texto de 1949 que fala sobre Misiones há 100 anos

Misiones, o território do ouro verde -a erva-mate-, em cujo perímetro se guardam imponentes belezas. A pena para e se maravilha, e o espírito se alarga antes o êxtase supremo dos múltiplos panoramas que o viajante descobre ao entrar naquele paraíso feito por Deus para orgulho da pátria e satisfação dos homens.

Rios e selvas antigas, com seus rumores selvagens, cantavam a grandeza daquela região. As Cataratas do Iguazú, tão impressionantes quanto belas, e as ruínas do império jesuíta, que inspiraram a Lugones sua obra-prima de profundo significado histórico, emulando as de Pompéia e Herculano. Em tudo isso há uma névoa de misticismo auroledo pela magnificência de uma paisagem que evoca tempos passados ​​e mostra como vale o esforço do homem que alentou o ideal de fazer algo pela civilização.

Não tentaremos descrever o que ainda resta daquele império, já que seria impossível superar a pena do talentoso cordovês, mas diremos que o turista que chega a essas ruínas tem que experimentar ondas de sensações, e muito mais se sabe a extensão que deram àquela região os discípulos de Santo Inácio de Loyola, que por essa mesma razão tiveram de ser expulsos da pátria, onde não poderia haver outro domínio senão o essencialmente argentino.

As ruínas de San Ignacio dão um aspecto completo da capacidade jesuíta. Mas não é só naquele lugar que existem ruínas. Parece que, à medida que se avança para as margens dos rios, tem-se o propósito de criar uma nova nação dentro de outra. É frequente descobrir os vestígios de outras populações indígenas que os fundadores do malfadado império ambiciosamente incorporaram, com as suas propriedades agrícolas geridas pelos aborígenes. De vez em quando você pode ver os restos de moradias guaranis, construídas sob a direção dos discípulos de Santo Inácio, que o tempo tem respeitado.

A cidade de Posadas, um centro dinâmico de atividades comerciais favorecida por sua proximidade com o Paraguai e o estado brasileiro de Matto Grosso. É a capital do território e nela se erguem vários edifícios de novas linhas arquitetônicas. O prédio particular ergue-se nas ravinas do rio Paraná, e o oficial na mesma região da cidade, que conta com bons hotéis, excelentes serviços públicos, institutos de ensino, praças, passeios, centros recreativos e bibliotecas.

(GPT) Dezembro de 1949. Texto reproduzido do portal argentino Misionesonline.net.

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