PTI terá importante papel na atualização tecnológica da usina de Itaipu

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Em sua primeira visita ao Parque, o diretor-geral brasileiro, general Silva e Luna, afirmou que participação do PTI no processo será intensificada.

A partir de agora, um dos principais focos do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) será dar sustentabilidade para a operação da usina de Itaipu por meio de projetos de automação, inovação e tecnologia. Com isso, o PTI deverá ter um importante papel no processo de atualização tecnológica da usina, que já está em andamento e deverá ser concluído nos próximos 14 anos. A afirmação foi feita pelo diretor-geral brasileiro da binacional, general Joaquim Silva e Luna, durante visita ao PTI na manhã desta terça-feira (25).

O PTI, administrado pela Fundação Parque Tecnológico Itaipu, é o mais importante centro de pesquisa em tecnologia e inovação ligado à usina de Itaipu.
Essa foi a primeira vez que o general, que está há quatro meses no cargo, esteve no parque. Ali ele conheceu projetos de segurança cibernética, automação e simulação de sistemas elétricos e segurança de barragens – todos voltados ao atendimento de demandas da Itaipu e também de outras usinas. Para o diretor, foi uma “surpresa agradável” perceber que essas iniciativas estão 100% alinhadas com a hidrelétrica, maior produtora de energia elétrica limpa e renovável do planeta e também mantenedora do PTI.

Silva e Luna foi recebido pelo diretor administrativo-financeiro e diretor superintendente interino do PTI, Flaviano da Costa Masnik, e pelo diretor técnico, Rafael José Deitos, ambos empregados de carreira de Itaipu. A valorização de funcionários da casa faz parte da política de valorização de pratas da casa pelo general Silva e Luna.

Os dois fizeram uma breve apresentação sobre a linha de atuação do parque, que deverá estar cada vez mais focada nas necessidades de atendimento da missão ampliada de Itaipu. Em seguida, ele conheceu o Centro de Estudos Avançados em Segurança de Barragens (Ceasb), o Centro de Estudos Avançados em Proteção de Estruturas Estratégicas (Ceape²), o Laboratório de Automação e Simulação de Sistemas Elétricos (Lasse) e o Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes.

De acordo com o general, o PTI deverá estar diretamente envolvido no processo de atualização tecnológica pelo qual a Itaipu vai passar nos próximos anos, exatamente pela sua característica de vanguarda em pesquisa e inovação, que será reforçada. Segundo ele, o parque já participava do processo, mas agora as ações serão intensificadas. “A atualização tecnológica da usina é um grande desafio e a participação do PTI nesse processo como um todo será elevadíssima”, afirmou.

Para isso, será necessária uma integração maior ainda entre o parque e sua instituição mantenedora, que é a Itaipu. A usina apresentará suas necessidades para ver as possibilidades de o centro de pesquisa em tecnologia e inovação poder atendê-las. “É uma operação ganha-ganha, um círculo virtuoso, literalmente. Cada vez haverá mais ganhos provenientes da tecnologia, desenvolvimento e inovação a proveito da Itaipu. E é isso o que queremos”, ressaltou o general.

O atendimento a essas demandas prioritárias da binacional vai direcionar o foco da atuação do parque, que terá como diretriz fornecer subsídios para a sustentabilidade da hidrelétrica tanto na parte hídrica quanto elétrica para assegurar a continuidade dos bons resultados da usina na geração e produtividade de energia. Com mais de 2,6 bilhões de megawatts-hora de energia acumulada em 35 anos de operação, Itaipu é recordista de produção mundial de energia.

A Itaipu
Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,6 bilhões de MWh. Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh. Em 2018, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

Foto: Kiko Sierich/PTI




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