Uma pesquisa realizada por Julia Dalbosco buscou analisar as relações internacionais da República do Paraguai com Taiwan e a República Popular China nos anos decorridos até agora no início do século XXI.

A pesquisa foi realizada na área de estudos de economia política internacional e
está fundamentada nas teorias críticas marxistas que entendem o mercado mundial
como um imperativo categórico na relação entre os Estados e sua inserção
internacional.

A ascensão da China no cenário internacional, sua abertura econômica e a entrada na
OMC reorganizaram as relações internacionais não apenas em termos econômicos, mas
também em termos políticos.

Com o deterioramento da hegemonia dos Estados Unidos e a crescente disposição da China em tornar-se a potência da atualidade, diversos Estados redirecionaram suas políticas para a RPC (República Popular da China). Esse redirecionamento foi especialmente perceptível na América Latina.

A RPC representava logo no início do Século XXI um mercado ainda pouco explorado
por capitais estrangeiros, que apresentava um grande interesse nos produtos primários
produzidos pela América Latina. Além disso, a China oferecia oportunidades de empréstimos e investimentos além das condições tradicionais das potências ocidentais.

Os Estados latinoamericanos lidaram por muitos anos com as intervenções dos Estados Unidos em seu território enquanto se encontravam em certo grau economicamente dependentes dos EUA.

Neste período também ocorre a diminuição do interesse norte-americano sobre a América
Latina, consequentemente diminuindo a ajuda financeira e o investimento proveniente dos
Estados Unidos nos países latino-americanos.

A China representava para a América Latina uma alternativa em relação ao relacionamento com os Estados Unidos. Além disso, havia a possibilidade de expansão de capital e mercadorias para o mercado chinês. Essa oportunidade e a busca de aproveitar o esse recém conquistado mercado orientou políticas de diversos países além da América Latina, inclusive os Estados Unidos.

Essa orientação do sistema internacional, tendo em vista o novo lugar de potência mundial ganho pela RPC, está alinhada com o entendimento de nosso marco teórico de que, quanto maior o peso e maior a participação de um país no mercado mundial, maior será a busca pela celebração de laços diplomáticos e também laços econômicos e políticos.

No caso da RPC do início do Século XXI o mercado chinês trazia a oportunidade de expansão para um mercado pouco explorado e também a possibilidade de vender grandes quantidades devido ao seu tamanho populacional, ou seja, de consumidores. Estes pontos tornaram o relacionamento com a China imprescindível pra expandir a produção e aumentar o lucro tão desejado pelas classes econômicas.

Essa busca pelo desenvolvimento econômico e expansão do capital demonstra ainda mais claramente sua importância logo no decorrer do século XXI, quando a disputa sobre a questão de Taiwan se acirra na América Latina.

A capacidade econômica e a posição como uma potência mundial norteiam as políticas de
outros Estados com o objetivo de aproximar-se da China. Em relação ao Paraguai e ao contexto proposto temos o objetivo geral a descrição do relacionamento existente entre o país e a RPC, apesar da não existência de um relacionamento diplomático.

Assim, aconteceu a aproximação do Paraguai com a RPC através de canais não formais ou semiformais, especialmente através de instituições privadas e de ONGs que celebram acordos com ramificações dos governos do Paraguai e da RPC.

Entenda as tensões em Taiwan

Nesta terça-feira (02) a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, viajou para Taiwan e tem gerado uma nova série de ameaças da China, que ficou furiosa com a notícia de que uma integrante do parlamento americano visitaria uma região que é palco de disputas históricas.

Representantes de  de Taiwan e Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos EUA
Foto: Divulgação Ministério de Relações Exteriores de Taiwan/Via Reuters.

A presidente desembarcou na capital de Taiwan mesmo após ameaças da China caso a viagem fosse concluída. Autoridades chinesas disseram que as Forças Armadas do país não “ficariam só olhando” a democrata ir à ilha —o que gerou uma resposta da Casa Branca.

“Os EUA precisam respeitar o princípio da China Única, os três comunicados sino-americanos e manter a promessa de Joe Biden de não apoiar a independência de Taiwan”, disse um dos porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Zhao Lijian.

Pelosi se tornou a primeira representante do alto escalão do governo norte-americano a visitar Taiwan desde 1997, quando Newt Gingrich foi à ilha.



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