A Tríplice Fronteira é conhecida por seus atrativos turísticos, como as Cataratas do Iguaçu e a Itaipu Binacional, além das pontes que ligam o Brasil aos seus vizinhos argentinos e paraguaios.

Destaca-se, também, a sua diversidade sociocultural, dentro da qual sempre se menciona a importância da comunidade árabe muçulmana.

Sobre essa comunidade, sua relação com o turismo frequentemente é associada à imagem da Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, localizada na Rua Meca, em Foz do Iguaçu. Meca é a capital da Arábia Saudita e do Mundo Muçulmano e Omar Ibn Khattab foi um dos principais companheiros do profeta Mohamed. Ele foi o segundo governador do mundo muçulmano depois da morte do Profeta e de Abu Bakr (primeiro khalifa-Governador depois do profeta).

Considerada a casa de Deus, ou seja, um espaço de adoração, a Mesquita Omar Ibn Al-Khattab teve sua pedra fundamental lançada em 1981 e foi fundada em 1983, sendo aberta para visitação em 2009. Atualmente chega a receber mais de 5000 visitantes por mês, com uma limitação diária de 200 visitantes.

Essa Mesquita, que é um dos maiores (se não é o maior) templo muçulmano no Brasil, depois de passar pelo difícil período em que permaneceu fechada por causa da pandemia, ganha em 2022 uma reestruturação modernizante à altura do seu nome (Omar Ibn Al Khattab) e do nome da rua onde se localiza (Meca). Isso prepara-a para melhor receber o público que visita o espaço, pois contará com um novo centro de recepção para os visitantes.

Mesquita
Mesquita Mamadou.

Esta reestruturação, no momento em que a Mesquita ruma para completar quatro décadas como parte da Tríplice Fronteira, confirma não somente a vocação de ser uma localidade turística de Foz do Iguaçu e da região da Tríplice Fronteira, mas também mostra a importância da cultura árabe–islâmica na consolidação da região como um importante polo turístico da América Latina.



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