A Ponte da Fantasia ou obra da mentira. Assim já pode ser designada sem constrangimentos a intenção da construção da segunda ponte entre Brasil e Paraguai.

Podemos designar assim até que o desfecho incerto se manifeste sem as vilipendiosas políticas das ilusões. Neste caso, mentiras sinceras já não interessam mais. Desde o acordo bilateral entre Brasil e Paraguai realizado em 1992 para construção, o assunto vem motivando investimentos em dois pontos da cidade alardeados como possíveis locais da obra. Trata-se de um amargo golpe econômico de duas décadas. O não desenvolvimento pelo não crescimento gerados pelos prejuízos econômicos da estagnação, jamais serão avaliados com precisão.

São vinte anos de engodo gratuito concorrendo com os melhores filmes de ficção de Harry Potter.

Uma publicação desta revista em outubro de 2011, edição 73, intitulada ¨A lenda da Segunda Ponte¨ apresentou além da charge polêmica, a cronologia dos vinte anos de promessas infrutíferas. A ponte continua nas esferas da utopia, mas a charge é real e foi premiada em maio deste ano (2012), com o Primeiro Lugar em concurso estadual realizado pela Adjori (Associação dos Jornais e Revistas do Interior do Estado/PR). A escolha foi realizada por uma comissão do corpo docente de comunicação da Unicentro (Universidade Estadual do Centro Oeste/PR).

  • Entre 1992 e 1994, a virtual obra passou por dois decretos virando lei no ano 2000.
  • Em 2003, os presidentes Lula e Nicanor Duarte firmaram no Itamaraty o início das obras para 2004.
  • Em 2007. Lula colocou a ponte no pacote do PAC, onde havia R$500 bilhões para centenas de obras no Pais.
  • Em 2008, um novo acordo foi publicado no Diário Oficial da União com término da obra neste ano de 2012.
  • Em 2010 foi anunciado processo de licitação com previsão do Denit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte), para entrega em 2013.
  • Em junho de 2011, os presidentes Dilma e Fernando Lugo revisaram durante encontro no Paraguai, os termos para a construção da segunda ponte.

Agora só resta esperar que depois da Copa do Mundo de 2014, a obra saia das profundezas do rio de imaginações criado pela política matreira de sustentabilidade no poder.

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Heitor Fernandez

Iniciou no jornalismo na década de 70 no extinto jornal "Nosso Tempo". Jornal tablóide semanário que ficou conhecido na região da Tríplice Fronteira pela sua obstinada luta pela liberdade de expressão. Colaborou com vários outros jornais e revistas vindo a ser reconhecido e provisionado como jornalista. Recebeu o registro em carteira de profissões regulamentadas em 17/06/97, através do Delegado Regional do Trabalho do Paraná, Tércio Alves de Albuquerque. Em julho de 2004 concluiu curso superior com habilitação em jornalismo na UDC (União Dinâmica de Faculdades Cataratas), quando foi orador dos formandos.

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