No dia 17 de maio, foi comemorado mundialmente o Dia Internacional da Pressão Arterial. A hipertensão essencial, também conhecida como hipertensão primária, é a pressão arterial elevada (superior a 140/90 mmHg) sem causa identificável.

A pressão sanguínea é determinada pela força do sangue contra a parede da artéria e o volume de sangue que o coração bombeia. Na maioria dos casos, a pressão arterial elevada passa despercebida. Por isso, muitos indivíduos têm pressão alta sem o saberem, por não terem o hábito de medir sua pressão com certa frequência.

Pessoas com sintomas frequentes e não específicos, como dor de cabeça, tontura e alterações visuais, devem se questionar se sua pressão está normal ou aumentada. Quanto antes se faz o diagnóstico e se começa a tratar a pressão alta, melhor para a saúde futura. A hipertensão pode afetar qualquer pessoa, mas o tratamento é mais benéfico se começar logo no início da doença.

A pressão alta pode se desenvolver ao longo de muitos anos, sem qualquer causa específica conhecida e sem muitos sintomas. A pressão alta é mais comum em pessoas que têm um membro da família com pressão arterial elevada, em pessoas com sobrepeso, nas que fazem pouco exercício, fumam ou bebem álcool. Quem tem diabetes também corre mais risco. A hipertensão geralmente afeta adultos e fica mais comum e pior com a idade.

O número de adultos com diagnóstico médico de hipertensão aumentou 3,7% em 15 anos no Brasil. Os índices de 22,6% em 2006 passaram para 26,3% em 2021. Portanto, a cada 100 brasileiros adultos, mais de 26 têm pressão alta. Algumas pessoas podem ter dores de cabeça leves, não específicas. Os sintomas ocorrem se a pressão arterial for grave e começar a causar danos aos órgãos. Esses sintomas incluem dor de cabeça latejante, tonturas, visão turva, inchaço dos pés e falta de ar.

Diagnóstico da pressão alta

O diagnóstico muitas vezes é feito durante uma verificação de rotina da pressão arterial. Se é incerto se uma pessoa realmente tem pressão arterial elevada, pode ser necessário fazer um teste de 24 horas, durante o qual a pressão sanguínea é medida em vários momentos ao longo do dia. Esse teste pode ajudar pessoas que têm ‘hipertensão do jaleco branco’, uma condição em que o ato de ir ao médico ou de se submeter a uma verificação da pressão arterial já faz com que a pressão sanguínea se eleve.

O tratamento eficaz da hipertensão essencial combina mudanças de estilo de vida (exercício diário, alimentação saudável, não fumar e reduzir o estresse) e medicamentos adequados para reduzir a pressão arterial, que podem variar de caso para caso. Fazer exercícios regularmente e manter um peso saudável ajudam a prevenir o desenvolvimento de hipertensão arterial.

Hábitos que podem ajudar a tratar a pressão alta

Parar de fumar e reduzir a ingestão de álcool também podem ser medidas úteis para prevenir essa condição. Outras condições médicas, como diabetes, devem ser tratadas da melhor forma possível.

Com mudanças de estilo de vida e, às vezes, com medicação, a pressão arterial elevada pode ser bem controlada. Se deixada sem tratamento, a pressão alta aumenta o risco de outras condições médicas, especialmente ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, todo adulto deve medir sua pressão de vez em quando para conhecer sua tensão arterial. Essa ação pode prolongar sua boa saúde e a sua própria vida.

É importante destacar que, apesar de existirem fatores de risco conhecidos e estratégias de prevenção eficazes, a hipertensão arterial continua a ser uma das principais causas de doenças cardiovasculares no mundo. Por isso, é fundamental aumentar a conscientização sobre esta condição e promover a adoção de hábitos saudáveis na população, como uma alimentação equilibrada, prática regular de exercício físico, controle do peso corporal, não fumar e limitar o consumo de álcool.

A detecção precoce e o controle adequado da hipertensão são fundamentais para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

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Antoninho Ricardo Sabbi

Membro emérito da Sociedade Brasileira de Cancerologia e Mastologia. CRMPR-7093.

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