A mama tem a função de produzir leite, o qual é formado nos lóbulos da glândula e conduzido pelos ductos até o mamilo para ser eliminado pela sucção. Os tumores malignos do câncer de mama se instalam preferencialmente nos ductos e, mais raramente, nos lóbulos ou mamilos.

O câncer de mama é causado  pela multiplicação descontrolada de células anormais da mama, que tem a propriedade de se soltar do tumor, viajar pelos vasos sanguíneos e linfáticos, e formar outros tumores em outros órgãos, as metástases.

Há tipos genéticos diferentes de câncer de mama. Alguns crescem rapidamente, outros de forma mais lenta. Acometem mais as mulheres, mas 1% dos casos incide nos homens. 

O câncer de mama leva, em média, de quatro a oito anos para atingir um centímetro de diâmetro. Nesse tempo, a paciente raramente tem sintomas e pode ser portadora de um câncer sem o saber. Por isto a importância dos exames periódicos.

As principais causas que aumentam o risco do  câncer de mama são: a idade avançada, predisposição genética, sedentarismo, obesidade, exposição prolongada a hormônios femininos, consumo de álcool e de alimentos com  agrotóxicos (alguns inclusive com efeitos hormonais).

Mulheres com os genes cancerígenos BRCA1 e BRCA2 podem transmitir estes genes que são um grave fator de risco da doença. Também são mais propensas a desenvolver a doença as mulheres que não tiveram filhos ou tiveram o primeiro filho após os 35 anos, não amamentaram, fizeram uso de anticonceptivos  por mais de dez anos,que menstruaram mais cedo (antes dos 12 anos) e entraram mais tarde na menopausa (acima dos 50 anos). No entanto, há casos de mulheres que desenvolvem a doença sem apresentar fatores de risco identificáveis.

Os primeiros sinais de um câncer de mama são: retrações de pele da mama  ou do mamilo, espessamento da pele com aspecto de casca de laranja, saída de secreção aquosa ou sanguinolenta pelo mamilo, vermelhidão da pele da mama, um nódulo palpável que antes não estava ali, nódulos  nas axilas ou no pescoço. 

O diagnóstico é feito pelo exame clínico e por  exames de imagem, sendo a  mamografia (raio-X das mamas) o exame mais indicado para detectar precocemente o  câncer  de mama. A confirmação do diagnóstico se faz pela biópsia e a definição do tipo genético se faz pela Imuno-histoquímica. 

O tratamento do câncer de mama varia conforme o estágio e o tipo genético de câncer. Pode ser feito pela cirurgia, pela quimioterapia, pela hormonioterapia e pela radioterapia e, ainda, pela combinação de dois ou mais destes recursos. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior é a chance da cura.  

Portanto, é aconselhável fazer a mamografia anualmente a partir dos 40 anos e procurar um especialista ao primeiro sinal suspeito de doença na mama. Todo o caso tratado em tempo oportuno tem altíssima probabilidade de cura. O SUS disponibiliza todos os meios de diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

Outubro Rosa é o mês de campanha contra o câncer de mama e é a grande oportunidade das mulheres pensarem um pouco na prevenção do câncer de mama, que ainda mata, pelo menos, uma mulher por minuto em nosso País.

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Antoninho Ricardo Sabbi

Membro emérito da Sociedade Brasileira de Cancerologia e Mastologia. CRMPR-7093.

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