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O câncer é a segunda principal causa de morte, atrás das doenças cardíacas. No entanto, os óbitos por doenças cardíacas têm diminuído em 45% nos Estados Unidos desde 1950 e continuam a diminuir, enquanto as mortes por câncer estão aumentando.

Um relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) prevê que em todo o mundo as taxas de câncer possam dobrar até 2020.

Se não tomarmos rigorosas medidas para a promoção de uma alimentação saudável, o fim do tabagismo, reduzir substancialmente os contaminantes (alimentos e produtos com metais pesados, agrotóxicos e pesticidas) e melhorar o acesso à imunização viral (Bailar e Gornih, 1997; Levi et al., 1999; Eaton, 2003).

A eficácia da medicina integrativa combinada com as terapias convencionais está baseada em evidências. A abordagem complementar se concentra na qualidade de vida do indivíduo e em que, para decidir qual a terapia mais eficiente para o paciente, é preciso entender também o impacto clínico do tratamento na vida daquela pessoa.

A educação nutricional e a atividade física durante a quimioterapia, por exemplo, oferecem mais qualidade de vida para os pacientes.

Esse movimento de integração é mundial e muito forte. Nos EUA, por exemplo, quase todas as universidades têm centros de medicina integrativa, que combinam fitoterápicos, massagem, exercícios físicos, acupuntura, entre outras modalidades.

Na Europa, práticas como a psico-oncologia, acompanhamento nutricional e terapia artística também vêm sendo utilizadas pelos centros de oncologia.

Em números, a medicina integrativa também é bastante expressiva, utilizada em 60 países, sendo que oito deles contam com um total de 28 hospitais especializados que trabalham integrados ao ambiente convencional de tratamento. 

A prática da medicina integrativa foi implementada no Instituto Ferreira há mais de dez anos e segue sendo atualizada constantemente por meio da implementação de novos, porém antigos, tratamentos, sendo os mais recentes adjuvantes no tratamento contra o câncer, a ozonioterapia e a fosfoetanolamina.

A ozonioterapia tem sido utilizada no tratamento adicional à terapia oncológica em diversos países, como Rússia, Itália e Cuba, tendo como objetivo evitar, diminuir e controlar os efeitos negativos e as complicações geradas pelo tumor e pelo tratamento convencional.

O ozônio, quando em contato com o meio biológico, dissolve-se na água do plasma ou nos fluidos intersticiais (líquido que entra no espaço entre as células corpóreas).

E desaparece imediatamente por reação com compostos orgânicos (antioxidantes hidrossolúveis e lipofílicos, ácidos gordos insaturados etc.), gerando uma série de mensageiros agindo em vários componentes do sangue com ação antecipada e tardia nos efeitos biológicos (Bocci, 2002).

A fosfoetanolamina é naturalmente produzida pelo fígado e pelas células de alguns músculos do corpo e serve para ajudar o sistema imune a ser eficiente na eliminação de células malignas. No entanto, ela é produzida em pouca quantidade.

Dessa forma, em teoria, a ingestão da fosfoetanolamina sintética, em maiores quantidades do que aquelas que são produzidas pelo corpo, tornaria o sistema imune capaz de identificar e “matar” mais facilmente células tumorais, potencializando a cura do câncer.

A substância sintética foi produzida pela primeira vez no Instituto de Química da USP de São Carlos como parte de um estudo laboratorial criado por um químico, chamado Dr. Gilberto Chierice, para descobrir uma substância que ajudasse no tratamento do câncer e agora disponível no Instituto Ferreira.

Esses e outros tratamentos, como a administração endovenosa de vitaminas, antioxidantes e minerais, são utilizados dentro de todo o arsenal disponível no Instituto Ferreira para todos os pacientes em todos os estágios de tratamento contra o câncer, visando unicamente a unir forças em prol de uma vitória contra esse mal.

O equilíbrio é a chave de tudo, porque os efeitos colaterais do tratamento quimioterápico podem limitar a capacidade do indivíduo e diminuir sua imunidade. A importância da qualidade de vida e o impacto que ela tem durante o tratamento de quem tem câncer são fundamentais.

O objetivo da terapia convencional é eliminar a doença, já as terapias integrativas intensificam o processo de cura. Quanto mais grave a doença, mais é preciso buscar essas terapias que visem a aumentar a qualidade de vida.

O grande desafio para os médicos é como combinar e tentar ter o melhor de ambas as terapias com foco na melhor qualidade de vida do paciente, pois precisamos ver o paciente pelas duas perspectivas e unir o melhor de cada nível: o tratamento convencional, o integrativo, o físico, o mental, o emocional e o espiritual.

Humberto Ferreira

Medicina Integrativa e Estética Médica. Especialista em Implantes Hormonais Bioidenticos e Prática Ortomolecular.

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