Uma chupeta, um pedaço de pano, um anzol, um osso, uma madeira, um plástico, uma parte de brinquedo, enfim, uma gama de coisas que os nossos queridos animais acabam ingerindo acidentalmente.

Quando as pessoas acompanham o ato em si e veem seus animais ingerindo tais objetos, o diagnóstico se torna mais assertivo. No entanto, não são raras as vezes que os animais simplesmente param de comer, emagrecem ou começam a ter ânsia de vômito.

Exames de imagem eventualmente não conseguem detectar objetos muito pequenos e de pouca densidade: linhas ou barbantes podem não ser um problema para um cão de grande porte, mas para um gato podem ser motivo de obstrução intestinal.

Geralmente os animais que são muito afobados para comer e que ingerem os alimentos muito rapidamente são os que precisam de mais atenção. Não são raras as vezes que esses são os pacientes atendidos com histórico de ingestão acidental de objetos.

E então? O que fazer? Naturalmente devemos compreender que é hábito dos cães não mastigarem os alimentos. Eles simplesmente cortam com os dentes a fim de facilitar a ingestão.

Devemos ter atenção especial aos animais mais jovens, principalmente os filhotes. A impetuosidade é uma característica dos animais que ingerem objetos acidentalmente. Também o controle dos brinquedos e materiais aos quais os animais têm acesso.

A falta de um brinquedo ou de parte dele pode ser um indício de ingestão acidental de corpo estranho. Mas se o animal realmente ingeriu algo anormal, as medidas devem ser tomadas? Sim, deve-se procurar atendimento veterinário.

Alguns objetos podem ser expelidos pelo intestino naturalmente. Tudo vai depender do tamanho do objeto de do animal.

Infelizmente a maioria dos animais acaba necessitando de um procedimento cirúrgico para a remoção desses corpos estranhos.

Graduado em Medicina Veterinária pela Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1991). Mestre em Ciência Animal pela Universidade do Oeste Paulista (2013), Especialista em Clínica Médica e Cirúrgica em Cães e Gatos pela Universidade Federal do Paraná – Campus Palotina(2008) e em Marketing e Propaganda pela Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Cascavel (1999). Professor Celetista no Centro Universitário Dinâmica das Cataratas nas disciplinas de Patologia Clínica Veterinária e Anestesiologia Veterinária (2012-2016). Pós-graduando em Gestão Empresarial pela FGV. Atualmente trabalha como Clínico e Cirurgião Geral na PetBrazil Clínica Veterinária em Foz do Iguaçu-PR. Desenvolve atividades de Responsabilidade Técnica e manejo de cães de detecção em vários estados do Brasil. Tem experiência na rotina de atendimento de cães e gatos há 28 anos ininterruptos.

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