Na época, o objetivo principal foi desbravar e ocupar as nossas fronteiras. Assim aconteceu e, século depois, Foz do Iguaçu se tornou um dos destinos turísticos mais visitados do Brasil, referência também no exterior, após a obtenção do título de uma das sete maravilhas da natureza.

No decorrer da história da cidade, muitos desafios surgiram durante a conquista do progresso, sendo a emancipação política e a concretização do município os primeiros deles, há 106 anos. Depois vieram os ciclos econômicos, entre os quais podemos enumerar o ciclo da madeira, da erva-mate, da construção da Itaipu, do comprismo e, mais recentemente, da concretização de Foz do Iguaçu como Destino Turístico.

Todas essas etapas sempre foram superadas com muito suor e, por que não dizer, com lágrimas também. Nossos pioneiros foram verdadeiros visionários nesta terra de infinitas possibilidades. No decorrer dos anos, a cidade se estruturou e as lideranças se uniram em prol de um objetivo maior, o da conquista – em definitivo – de ser o destino dos sonhos dos mais diversos povos do nosso planeta.

Neste ano, porém, deparamo-nos com o maior desafio já enfrentado por todos. Um inimigo invisível chegou com consequências danosas a todos os segmentos do mundo e da nossa comunidade: covid-19.

Justamente quando estávamos no auge, hotéis operando em capacidade máxima, aeroporto congestionado de visitantes, inúmeros eventos programados, construção civil e todos os setores da economia em alta.

O desafio surgiu há menos de quatro meses e nos trouxe como cenário o fechamento das pontes, hotéis, restaurantes, aeroportos e inestimáveis setores da economia. Agora, com o retorno do turismo à nossa cidade neste mês de junho, a reflexão que nos vem à mente é: como sairemos mais fortes desse desafio que nos foi imposto?

Apesar do cenário de março, avançamos e acreditamos em nossa cidade e na comunidade. Atualmente, temos diversos segmentos pensantes, como Parque Tecnológico Itaipu, Conscienciologia, universidades e faculdades, da iniciativa privada incontáveis lideranças de todos os setores, enfim, temos um capital humano imensurável. Se as estatísticas mostram que a indústria do turismo será uma das últimas a voltar a níveis pré-covid, nós mostraremos que seremos os primeiros da indústria. O primeiro destino a dar a volta por cima. É possível? A 100fronteiras acredita que sim.

Como podemos voltar a ser exemplo para o mundo? Não há uma solução única, porém o caminho já estamos trilhando. Um deles será ser exemplo em protocolos sanitários, além de comunicar com maestria os cuidados do destino com os locais e visitantes. Também, e não menos importante, precisamos restabelecer a conexão e o cuidado com a natureza. Ir além dos nossos cartões-postais. Além do marketing. Precisamos de políticas públicas que coloquem a natureza como prioridade. Esse é o nosso futuro. Precisa ser o quanto antes o nosso presente.

Coordena nacionalmente a Comissão de Editores Locais da ANER, é membro do conselho fiscal da entidade (2019-2020), iguaçuense, jornalista, publisher da 100fronteiras com Master em Gestão Estratégica e de Marcas pelo ISE Business School, São Paulo e Universidad de Navarra, Espanha.

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