A advogada e colunista Dra. Adriana Rocha aborda neste mês os desafios cosmoéticos nesse período de pandemia em que vivemos atualmente.

  • Contingência

O isolamento social imposto pela pandemia de covid-19 apresenta desafios a serem enfrentados.

  • Cenário

O restringimento social colocado em todos nós, com vistas a evitar contaminação pelo vírus e expor os outros a risco, exige motivação e capacidade adaptativa uma vez que fomos privados de parte da liberdade pessoal em prol do bem-estar não só individual como também coletivo.

  • Imposição

As diversas obrigatoriedades legais incidentes durante esse período excepcional, como o uso de máscara (ressalta-se: corretamente), o distanciamento social com mínimo de dois metros e a não aglomeração, geraram e ainda geram impactos mentais, emocionais e físicos na quase totalidade das pessoas.

  • Oportunidade

Em contrapartida, a quebra de rotina existente antes da pandemia, com exigência de criação de novos hábitos, é um dos obstáculos a serem enfrentados. A decisão íntima visando a buscar superar a adversidade e cumprir os mandados legais em prol do outro, além de demonstração de maturidade, representa decisão coerente com o princípio constitucional da dignidade humana: nesse caso, autonomamente autoimplementado.

  • Estratégias

A proteção constitucional do direito à vida, autorrefletida, nos faz concluir sobre a responsabilidade pessoal de buscar alternativas à manutenção da saúde integral, em prol, dentre outros, do bem-estar emocional no dia a dia.

  • Saúde

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não somente ausência de afecções e enfermidades.
Descoberta. Esse isolamento forçado oportuniza encontro consigo. Tal imersão em si favorece identificação e exaltação dos traços-força (trafores): atributos pessoais que impulsionam a evolução pessoal (analogamente, nossos talentos).

  • Paciência

Entre esses traços, citamos o equilíbrio. A acalmia íntima perante o caos externo permite melhor raciocínio, disposição física e mental, compreensão com outrem, felicidade, otimismo: sentimentos integrantes da saúde – a qual, por sua vez, é condição indispensável ao direito constitucional à vida.

  • Positividade

Ressaltar, sem “polianismo”, o lado mais positivo dos fatos é outra situação a ser mantida e superada: sustentar o otimismo sem excesso ou acriticismo dá esperança e disposição para continuar a jornada.

  • Empatia

Entender que a situação está difícil para todos demonstra solidariedade e empatia, condições que melhoram os relacionamentos diante dos fatores estressantes impostos pela pandemia e, consequentemente, colaboram à implementação da saúde social, outro componente importante da dignidade humana, do direito à vida.

  • Desafio

Assentar a vida com o novo contingenciamento é acessível a todos os interessados na busca da estabilidade íntima diante da desordem dominante.

Afinal: “Evoluir é saber coexistir com a entropia onipresente”. (Vieira, Waldo. 700 Experimentos da Conscienciologia. IIPC: Rio de Janeiro. 1994. p.228)

Adriana Rocha

Realizou estágio de pós-doutorado e doutorado na UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina.
Professora, pesquisadora e voluntária da Conscienciologia desde 1996.
Atualmente também atua de consultora jurídica pro bono da COSMOETHOS - Associação Internacional de Cosmoeticologia além de ser voluntária da BiblioÁfrica.
É verbetógrafa da Enciclopédia da Conscienciologia e autora de artigos conscienciológicos, especialmente de Cosmoeticologia e Paradireitologia.
Autora de capítulos de livros voltados à Educação Jurídica e dos livros Autonomia Legislativa Municipal no Direito Brasileiro e Estrangeiro (Ed. Lumen Juris), O professor Reflexivo e o professor de Direito: uma pesquisa de caráter etnográfico (Ed. CRV), Do Ciclo da Práxis Pedagógica ao Ciclo da Práxis Parapedagógica aplicados à Educação Jurídica (Ed. CRV).

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