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HistóricoCovid-19

No início da pandemia do Covid-19, de modo geral, a população ficou comovida com as inúmeras ocorrências de doentes e a ineficácia dos sistemas de saúde dos países mais afetados, entre eles o Brasil (na grande maioria dos estados), sobrecarregados pelos milhares de casos graves e concomitantes da enfermidade.

  • Esclarecimento

Com o passar do tempo, devido ao trabalho dos meios de comunicação sérios, a população começou a ser esclarecida sobre procedimentos básicos de higiene e distanciamento social, capazes de conter o avanço da doença.

  • Displicência

Com o patamar da curva de contaminação relativamente estável, iniciou-se o relaxamento das medidas preventivas, gerando a sensação de que o perigo passou, de que o coronavírus foi erradicado, de que o uso de máscara é suficiente, por si só, para evitar a contaminação.

  • Contaminação. Entretanto, segundo informação recente da Organização Mundial da Saúde, existe sim a possibilidade de a covid-19 ser transmitida por partículas microscópicas que ficam suspensas no ar e são liberadas por meio da respiração e da fala.
  • Manifestação. Em carta aberta publicada por um grupo de 239 cientistas de 32 países, os pesquisadores mencionaram que manter pessoas afastadas de um a dois metros não é eficaz contra o novo coronavírus, principalmente em locais fechados que não tenham um sistema de renovação do ar.

Eles identificaram que o coronavírus permanece muito mais tempo no ar e viaja a uma distância maior do que dois metros em determinados ambientes. 

Entre os tópicos da carta estão:

a) o novo coronavírus pode acumular-se no ar em locais fechados;

b) o tempo de permanência no ar do SARS-CoV-2 em locais fechados pode ser de até três horas;

c) a transmissão pelo ar ajuda a explicar os superpropagadores. 

  • Orientação

Apesar desse documento, a OMS manteve orientação de distanciamento de um metro, contudo declarou em documento atualizado que o novo coronavírus pode ser transmitido não apenas por gotículas expelidas durante a tosse ou os espirros, mas também por aerossóis.

  • Fato

Assim sendo, ao frequentar transporte público coletivo ou individual, restaurante, academia, cabeleireiro ou outro ambiente fechado, por exemplo, é possível haver contaminação, principalmente quando se retira a máscara, com a proximidade das pessoas, em ambiente sem janela aberta e com boa circulação de ar que permita a renovação, e, principalmente, sem a devida atenção e detalhamento à higienização das mãos e locais onde se toca.

  • Alcance

Isso se aplica ao encontro com vizinhos, amigos, familiares. Não é pelo fato de a pessoa ser da família ou amigo que existe impossibilidade de contaminação.

  • Aceleração

A banalização da pandemia e o relaxamento com as medidas de precaução geraram aumento da curva não só em Foz do Iguaçu como também em outras regiões do país.

  • Campanha

Até que tenhamos remédio eficaz disponível a 100% das pessoas, os poderes públicos deveriam realizar campanha maciça de conscientização, com esclarecimento real dos fatos, sem fantasia ou minimização, mas com o objetivo de educar e reeducar a população sobre seus hábitos cotidianos de higiene.  

O Brasil do século 21 está precisando da atuação coletiva e convergente de um Oswaldo Cruz do século 19. Se assim tivermos, economia e saúde poderão caminhar juntas. (Dados informados foram retirados de: https://www.sanarmed.com/transmissao-da-covid-19-por-aerossois-alerta-da-oms. Acesso em 23/11/2020, às 20h30).

Adriana Rocha

Possui estágio de pós doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é Doutorada em Direito pela UFSC e Coordenadora Admin., Educação e Pesquisa na COSMOETHOS.

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