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As formas de acesso à região eram muito diferentes daquelas que conhecemos hoje.

Havia basicamente três formas de se chegar à região. Primeiro, se alguém viesse de Curitiba, o caminho era via a estrada que hoje conhecemos como “Estrada Velha de Guarapuava”.

Da capital até Guarapuava, a viagem era normal para os padrões da época. Então começavam os problemas porque o que havia eram apenas picadas, sendo somente partes “carroçáveis”.

Se a pessoa estivesse vindo de São Paulo, o recomendável era ir até a cidade paulista de Porto Epitácio e embarcar rumo à Guaíra.

Para contornar as Sete Quedas, existia uma pequena estrada de ferro construída para transportar erva-mate e conectar a parte de cima do Rio Paraná com a parte de baixo que dava acesso a Buenos Aires.

Os primeiros turistas, que na época eram chamados de “excursionistas”, vinham da Argentina pela terceira rota: Buenos Aires.

Toda semana saía um barco a vapor de Buenos Aires, passava por Posadas e subia o rio até Guaíra, passando pela Tríplice Fronteira.

Essa era a principal rota para os moradores da região. Não é de estranhar, portanto, que houvesse mais contato com a Argentina do que com o Brasil.

Marcelino T Lisboa

Professor na Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA - e doutor em Ciência Política.

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