Ter um filho inaugura uma das etapas naturais do ciclo de vida que é a formação de uma família. Além da revolução psicológica, a chegada de um novo integrante muda nossa relação com o mundo, desde a noção de identidade à relação com o parceiro, os familiares e amigos.

Ter um filho é uma das maiores aspirações humanas, mas é inquestionável que os filhos tornam a ligação erótica mais difícil: o casal passa a ter menos tempo, menos dinheiro e menos energia para dedicar um ao outro.

A transição de dois para três é um dos maiores desafios que um casal enfrentará. O protagonismo nos papéis é redefinido e é necessário remanejar – buscar o equilíbrio entre responsabilidade e liberdade.

Diante do desconhecido, por algum tempo parece haver menos para o casal. A paixão pelo filho é tão grande que sobra pouco: menos tempo, menos comunicação, menos horas de sono, menos dinheiro, menos liberdade, menos contato, intimidade e privacidade.

Geralmente estas mudanças causam um impacto ao qual o casal deve estar atento. Muitas vezes, o sexo que uniu, aproximou, formou o vínculo, é abandonado com a chegada de um bebê. Como retomar a fase erótica?

Enxoval emocional do casal

Além do enxoval físico organizado é importante o diálogo sobre esta nova etapa. Conversar sobre a maternidade, sobre o afastamento previsto, pois a chegada de uma terceira pessoa demanda cuidados dos dois e, principalmente da mãe – que nutre física e emocionalmente a criança.

É parte integrante desse processo o homem compreender que, neste período, a mulher estará mais dedicada ao bebê. Nesta fase seu papel é de compreensão, colaboração e apoio. Mais tarde sua função será de resgatar essa mulher para retomar a relação do casal.

Preservando a intimidade do casal

É importante observar o momento adequado de pôr a criança no próprio quarto assegurando o menor impacto quanto à intimidade e privacidade do casal e  garantido a segurança emocional da criança.

Construindo a rede de apoio

É  função do homem ajudar a construir uma rede de apoio segura (amigos, familiares, cuidadores) para que a mulher reinicie aos poucos a conexão com o mundo, com a sua própria vida e consiga redescobrir a mulher que existe dentro da mãe para então realocar a energia para o casal.

Pensar no problema apenas como uma fase, ajuda!

Casais determinados sabem que não são os filhos que apagam a chama do desejo, mas que são os adultos que não conseguem mantê-la. Quando notar o desejo em crise, é preciso que ambos fiquem ativos e conscientes para buscar ajuda quando necessário.

Neiva Balestreri – Psicóloga CRP: 8/23234

Terapeuta Sexual – Membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH)

Terapia de Casal e Família

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Neiva Balestreri

Dra. Neiva Balestreri é psicóloga, terapeuta de casais e famílias e também trabalha com sexualidade humana com habilitação em terapia sexual. Neiva faz parte da SBRASH – Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. Desenvolve seu trabalho na clínica Balestra, especializada na saúde integral dos pacientes.

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