Telemedicina

A pandemia do coronavírus, tem uma grande aliada nos cuidados com a saúde da população: a telemedicina. Neste artigo iremos ver a revolução dela na prática.

Ela tornou possível o acesso a médicos a todo momento, de qualquer lugar, especialmente para a orientação especializada e individual.

Desde o seu surgimento, essa área médica, que envolve o atendimento do paciente de maneira remota, tem contribuído para avanços significativos. Esta, está tornando a saúde acessível. Principalmente na época atual, em que há todo um cuidado quanto ao distanciamento social devido à pandemia.

Novo colunista da 100fronteiras Dr. Muhamed Hijazi
Dr. Muhamed Hijazi, novo colunista da 100fronteiras.

A telemedicina pode ser usada para consultas, exames de rotina ou em situações de urgência.

Ela contribui tanto para a prevenção quanto para o diagnóstico, monitoramento e tratamento de doenças, lesões e outras condições médicas. Tudo isso realizado a distância, ou seja, médico e paciente não precisam estar em contato físico.

No entanto, a ideia não é substituir, e sim complementar o atendimento médico. Tendo como resultado a ajuda de superação dos empecilhos criados pela distância física entre o médico e o paciente.

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Imagem: Reprodução internet

O uso dessa tecnologia veio para ficar, e tornou possível a transmissão e o compartilhamento de informações médicas a qualquer distância. Com segurança e melhorias, também tem resultados na qualidade do atendimento. Funciona por meio de uma combinação de equipamentos digitais, softwares, plataforma e especialistas qualificados.

Muitas vezes atendemos o paciente por meio de um aplicativo no qual podemos ver e ouvir a pessoa. Assim, pode-se triar a necessidade de uma avaliação presencial e facilita muito a vida dela.

Acredito que passaremos por uma mudança cultural de toda a sociedade.

Confiança na telemedicina

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Imagem: Reprodução internet

Em conclusão, ao conviver com a realidade e facilidade da telemedicina, passa-se a confiar na modalidade.

Em conclusão, pode também adaptar-se aos seus benefícios. Como a facilitação do acesso a médicos e profissionais de saúde de alto nível. Além do atendimento ágil e sem fila de espera, monitoramento de doenças crônicas e apoio à prevenção primária em tempo recorde.

Telemedicina sob o aspecto jurídico: considerações da Dra. Maria Júlia

O Conselho Federal de Medicina regulamenta o uso da telemedicina por meio da Resolução nº 1.643/2002. Isto define tal ferramenta como o exercício da medicina por formas interativas de comunicação audiovisual e de dados.

O objetivo, é de facilitar e, muitas vezes, permitir a assistência, educação e pesquisa em saúde.

Há de salientar-se, que tal resolução não discrimina, de forma detalhada, o uso de tal ferramenta. Isso gera várias dúvidas aos profissionais sobre como deverão agir com seus pacientes.

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Foto: Arquivo pessoal.

Com a pandemia, conforme relato do Dr. Hijazi, a telemedicina passou a ser fundamental na prática médica. Ela auxilia no atendimento aos pacientes. Isto evita atraso em consultas e facilita o acompanhamento da evolução dos casos. Isso consta também na viabilização do isolamento social, tão recomendado pelos órgãos oficiais para o controle da disseminação do coronavírus.

Preocupado com a utilização de tal ferramenta pelos médicos, situação que estava fazendo parte, cada vez mais, da rotina clínica, já no início de 2020.

O Conselho Federal de Medicina encaminhou um ofício para o Ministério da Saúde, reconhecendo a possibilidade e eticidade do uso da telemedicina no Brasil. Isso também está estabelecido na resolução citada acima.

Regulamentação da Telemedicina

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Imagem: Reprodução internet

Assim, em caráter excepcional e temporário, a telemedicina passou a ser regulamentada pelo Ministério da Saúde. Isto, por meio da Portaria nº 467/2020. Seu objetivo é de operacionalizar as medidas de enfrentamento à emergência de saúde pública de importância nacional, previstas na Lei 13.979/2020.

Ressalte-se, que a telemedicina deverá ser utilizada em respeito ao segredo médico e ao que dispõe a Lei Geral de Proteção de Dados. A qual trata os dados relacionados à saúde como sensíveis, exigindo ainda mais cautela por parte dos médicos.

Assim, para mais segurança jurídica, tanto ao médico quanto ao paciente, recomenda-se documentar o uso dessa ferramenta tão importante por intermédio de termos de consentimento livre e esclarecido (TCLEs).

Doutor Hijazi é cirurgião geral e um dos poucos coloproctologista em Foz do Iguaçu e colunista da revista 100fronteiras.

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