Março é lilás pois é o mês da Conscientização e Combate ao Câncer de colo do útero. Marca um período de atenção especial à saúde da mulher. A campanha tem como objetivo conscientizar a população sobre a prevenção e combate ao câncer de colo uterino.

O câncer do colo do útero, ou câncer cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV (chamados de tipos oncogênicos). É uma infecção genital  muito frequente e que, na maioria das vezes, não causa doença, o organismo a elimina naturalmente.

Mas, em alguns casos, a infecção perdura muito e  provoca alterações celulares que evoluem  para o câncer.

Essas alterações  podem ser  descobertas no exame preventivo (Papanicolaou) e são curáveis em quase todos os casos. Por isso, o preventivo ginecológico é tão importante e deve ser feito anualmente por todas as mulheres de vida sexual ativa, uma vez que o vírus se transmite sexualmente.

No Brasil, o câncer de colo uterino, fora o câncer de pele, representa o terceiro câncer feminino em frequência. Ele é a quarta causa de morte feminina por câncer. Em nosso país ocorrem  cerca de 17.000 casos novos por ano. Quase 7.000 brasileiras ainda morrem a cada ano  pela doença.

As mulheres com início precoce da atividade sexual, as que têm múltiplos parceiros, as fumantes e as que usam pílulas  anticoncepcionais por tempo prolongado correm maior risco.

O preventivo anual e a vacina contra o HPV protegem de modo eficaz contra o câncer de colo uterino. A vacina está disponibilizada pelo Ministério da Saúde (através do SUS) para meninas entre 9 e 14 anos.

O câncer do colo do útero cresce de modo lento e não tem  sintomas na fase inicial. Na fase avançada ocasiona sangramentos, secreção vaginal anormal, dor pélvica associada a queixas urinárias ou intestinais.

A prevenção desta doença é tão eficaz que não se explicam tantas mortes ainda por este câncer, a não ser a desinformação, a ignorância, os baixos cuidados de certas mulheres com a saúde, bem como a falta de melhores políticas de saúde que promovam a conscientização e incentivem o autocuidado.

Antoninho Ricardo Sabbi

Membro emérito da Sociedade Brasileira de Cancerologia e Mastologia. CRMPR-7093.

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