Mamografia é a radiografia das mamas feita por um equipamento especial de raios X chamado mamógrafo. O exame pode identificar alterações suspeitas de câncer.

É recomendado que as mulheres observem suas mamas em situações favoráveis para tal – seja, no banho, na troca de roupa ou em outras situações convenientes no cotidiano. A descoberta de qualquer alteração é um alerta para que procure um mastologista.

Além disso, entre os 40 e 69 anos, é importante fazer uma mamografia anual de rastreamento. É aquela mamografia feita quando não há sinais nem sintomas. O objetivo é descobrir sinais de câncer antes que ele se manifeste, quando ainda muito pequenino. Isto assegura altos índices de cura da doença.

Pois, para chegar a um centímetro de diâmetro, um tumor maligno de mama leva de quatro a seis anos, talvez um pouco mais. Desta forma a mulher tem muito tempo para fazer um diagnóstico precoce, no caso em que nela surja a doença.

Na maioria dos casos, o câncer de mama ainda é descoberto pelas próprias mulheres e, para ser percebido claramente pela palpação, o tumor tem que ter pelo menos um centímetro (1 cm) de diâmetro. Mas isto significa que ele já estava crescendo ali durante vários anos, e poderia ter sido descoberto há mais tempo por uma simples mamografia.

O tratamento precoce garante maiores chances de cura.

As células do tumor maligno podem se soltar facilmente do tumor original e viajar pelo corpo pelos vasos linfáticos ou pelos vasos sanguíneos. Assim, podem invadir outros órgãos, onde formam tumores filiais, que se chamam de metástases.

Há vários tipos de câncer de mama. Alguns se desenvolvem rapidamente e outros de forma mais lenta. Mas a maioria deles responde melhor ao tratamento, quando é precoce. A mamografia pode identificar alterações suspeitas. Quando isto acontece, a biópsia confirma ou descarta o diagnóstico de câncer.

Dia 5 de fevereiro é o dia nacional da mamografia. A data, instituída pela Lei nº 11.695/2.008, tem como objetivo chamar a atenção para a importância da detecção precoce das alterações suspeitas nas mamas.

Antoninho Ricardo Sabbi

Membro emérito da Sociedade Brasileira de Cancerologia e Mastologia. CRMPR-7093.

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