Julho Amarelo é uma campanha para conscientizar as pessoas sobre os cuidados com esta doença. A hepatite viral é uma infecção no fígado causada por vírus. 

Dia 28 de julho é o Dia Mundial da Luta Contra as Hepatites Virais, as quais afetam 325 milhões de pessoas no mundo e causam 1,4 milhões de mortes por ano.

Pode ser leve, moderada ou muito grave e, muitas vezes, ela cursa sem sintomas. Entretanto, em alguns casos, pode ocorrer febre, fraqueza, mal-estar, dor abdominal, náuseas, vômitos, perda de apetite e urina escura como refrigerante do tipo cola.

Além disso, causa uma inflamação aguda ou crônica quando persiste por mais de seis meses. Neste caso pode ter complicações graves como a cirrose ou o câncer de fígado. A doença pode ser causada pelo vírus da hepatite A, B, C, D e E.  

A hepatite A é menos séria. Pode não apresentar sintomas, embora eles possam estar presentes. Ademais, não evolui para hepatite crônica, raramente causa insuficiência hepática grave e morte. A vacina da hepatite A faz parte da vacinação infantil de rotina e reduz muito o número de infectados. 

Julho Amarelo Luta Contra as Hepatites Virais
Imagem reproduzida da Internet.

A hepatite B é mais grave e pode ser fatal. Os sintomas vão de leves a muito graves.  Em 5 a 10% dos casos, se torna crônica e pode resultar em cirrose e câncer do fígado. A vacina da hepatite B é aplicada em três doses e faz parte da vacinação infantil de rotina.

Ela é feita  ao nascimento (com 1 a 2 meses), aos 6, e aos 18 meses de idade. Ela  protege  contra a hepatite B e contra as suas complicações como hepatite crônica, cirrose e câncer primário do fígado. A transmissão se faz por fluidos corporais, como sangue e  secreções.

É adquirida por relações sexuais não seguras e pelo uso de objetos pessoais infectados, como seringas compartilhadas ou outros perfurantes contaminados. A hepatite B crônica não tem cura. 

Já a Hepatite C é a hepatite viral mais grave e perigosa, e não há vacina contra ela. Está entre as mais frequentes no Brasil e no mundo e constitui a principal indicação de transplantes hepáticos.

É uma epidemia mundial que atinge cinco vezes mais pessoas que o HIV/Aids. A hepatite C raramente  se cura sozinha e o tratamento medicamentoso é sempre recomendado. 



Antoninho Ricardo Sabbi

Membro emérito da Sociedade Brasileira de Cancerologia e Mastologia. CRMPR-7093.

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