Dia Mundial de Luta contra o Câncer é no dia 8 de abril. Cresce a preocupação com a  doença. Não é para menos. Os números do câncer estão aumentando a cada ano. Só na última década, seus números cresceram em 20%, o que é assustador.

Registra-se uma incidência de aproximadamente 19 milhões de casos de câncer em todo mundo, com 10 milhões de mortes pela doença a cada ano. Somente no  Brasil, foram 625 mil novos casos anuais, no triênio 2020/2022, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer).

O aumento anual é progressivo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, no ano 2030, haverá 27 milhões de casos novos de câncer e 17 milhões de óbitos pela doença. Serão 75 milhões de pessoas vivendo com câncer.

O maior impacto incidirá nos países em desenvolvimento, onde o Brasil se enquadra. Em torno de 70% das mortes se relacionam com os tipos mais frequentes de câncer –  como o de próstata, mama, cólon e reto, estômago, boca, colo de útero, linfomas, esôfago, bexiga e tireoide.

O dia mundial de combate ao câncer quer mostrar a cada pessoa que podemos fazer a nossa parte para reduzir o impacto do câncer no mundo, por uma vida de hábitos mais saudáveis, pela procura dos meios de prevenção já disponíveis, e pela busca de um diagnóstico precoce.

Também pretende desmistificar marcas negativas associadas à doença que tem cada vez maiores chances de diagnóstico precoce e de cura. Intenciona estimular o afeto às pessoas que têm câncer, e o compartilhamento de experiências de pessoas que já tiveram a doença.

A campanha chama atenção de que é preciso adotar hábitos mais saudáveis como exercício físico regular, controle do peso, moderação no consumo de bebidas alcoólicas, abandono definitivo do fumo em qualquer uma de suas modalidades, e consulta médica periódica para fazer os exames preventivos.

É uma oportunidade para se conscientizar de que existem, cada vez mais, soluções para o controle da doença e que a prevenção está ao alcance. O diagnóstico precoce, o acesso ao tratamento e os cuidados com a prevenção podem reduzir em mais de 30% o número de mortes por câncer.

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Antoninho Ricardo Sabbi

Membro emérito da Sociedade Brasileira de Cancerologia e Mastologia. CRMPR-7093.

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