• Surgimento. A pandemia do covid-19 fez surgir o termo “negacionismo”.
  • Definição. A palavra “negacionismo” deriva do vocábulo negação – que, segundo o dicionário Houaiss (versão eletrônica), quer dizer: ato ou efeito de negar o que não se admite como verdade; negativa em relação a algo, ausência de aptidão, não admissão de algo, recusa ou rejeição.
  • Característica. O “negacionismo” relativo à pandemia mundial do novo coronavírus traduz-se pela negação: a) da existência dos milhares de mortos; b) do uso de argumentos ou menções de que as mortes não aumentaram em comparação com outros problemas de saúde; c) do pensamento de que a situação não é tão grave assim e de que isso não pode acontecer com ninguém próximo; d) de que o número de mortes não acontece nas proporções cientificamente identificadas e até testemunhadas pelos inúmeros profissionais da área de saúde que estão à frente do trabalho; e) de que o cenário não irá atingir a localidade em que se vive; f) de que, apesar das experiências traumáticas de outros países, no Brasil o vírus se manifestará de maneira diferente; g) de que o vizinho ou familiar está protegido “magicamente” do perigo de contaminação; h) de que o uso da máscara é, por si só, suficiente para salvar a vida (nesse caso, há ainda a criatividade de se colocar a máscara no pescoço, tocá-la com a mão suja, de fingir que está usando, entre outras utilizações ao estilo do “fingimento” de cumprimento das normas tanto legais quanto de prevenção da saúde), dentre diversos outros.
  • Falsidade. Tais argumentos ou pensamentos são pseudocientíficos uma vez que contrariam os dados oficiais dos organismos de saúde dos países e da Organização Mundial de Saúde.
  • “Exemplarismo”. Na contramão desse “negacionismo”, alguns países, a exemplo da Nova Zelândia, levaram a sério o perigo mundial e impuseram restrições de circulação logo que identificaram o primeiro caso, e seus cidadãos, ao contrário dos brasileiros, respeitaram 100% o isolamento social e contribuíram coletivamente aplicando integralmente as regras de isolamento, no esforço grupal de contribuir, a partir do comportamento pessoal, com o achatamento da curva de contaminados, o que gerou o controle da pandemia naquele país de maneira rápida.
  • Falácia. Pensar ou dizer que a doença é uma gripe sazonal tal qual outras gripes demonstra frieza e insensibilidade diante das milhares de pessoas que estão adoecendo e morrendo em decorrência da contaminação. Sem falar no estresse e sofrimento psicológico a que são submetidos. Precedente. O Brasil tem a oportunidade de aprender com os protocolos que deram certo nos países onde o covid-19 ingressou antes, podendo planejar-se seguindo o que funcionou nesses países, de modo que consiga deter o crescimento da curva, salvando mais vidas e planejando a retomada com mais critério e detalhamento.
  • Isolamento. Enquanto não há vacina ou remédio 100% eficaz ao combate do vírus, o isolamento social é a forma mais eficiente de cercear a progressão exponencial de contaminação que o convívio social desencadeia.
  • Ameaça. As lideranças negacionistas menosprezam os riscos à vida provocados pelo novo coronavírus.
  • Compromisso. O Brasil já tinha seu sistema de saúde “à deriva”. Em razão dessa incapacidade de atendimento, a diretriz da OMS é que as medidas de distanciamento físico e restrições de movimento são indispensáveis para retardar a transmissão do covid-19, limitando “radicalmente” o contato entre as pessoas.
*Profa. Dra. Adriana de Lacerda Rocha.
Realizou estágio de pós-doutorado na UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina.
Doutora em Direito também pela UFSC. Mestre em ciências jurídicas pela PUC-RJ.
Pesquisadora e professora voluntária da Conscienciologia.
Consultora jurídica pro bono da COSMOETHOS.
Coordenadora administrativa e de educação e pesquisa voluntária da COSMOETHOS.
Autora de livros na área de educação jurídica. Autora de artigos na área do Direito e também da Conscienciologia.
Foto: Fotografe Studio.
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Fotografia das pessoas no mercado – REUTERS Ajeng Dinar Ulfiana/direitos reservados. / Fotografia Adriana Rocha – Fotografe Studio

Possui estágio de pós doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é Doutorada em Direito pela UFSC e Coordenadora Admin., Educação e Pesquisa na COSMOETHOS.

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