Tornar a produção científica do Parque Nacional do Iguaçu (PNI) mais acessível ao público em geral. Esta foi a premissa utilizada pela equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIo) ao ser idealizado o “1º Webinar Ciência no Parque”.

Realizado entre os dias 1 e 3 de setembro, o evento virtual reuniu oito pesquisadores que apresentaram por meio de lives informações sobre pesquisas realizadas na unidade integrante do mais importante contínuo biológico do Centro-Sul da América do Sul.

“Existe uma imensa lacuna, um verdadeiro abismo, entre a produção científica e as pessoas que estão fora da academia. Precisamos contribuir para que o conhecimento possa permear mais nossa sociedade. Levar esse conhecimento de forma descontraída é fundamental para que as pessoas entendam a verdadeira importância da ciência em nossas vidas”, defendeu Ivan Baptiston, chefe do PNI.

A série de lives foi transmitida ao vivo nas redes sociais do PNI, ICMBIo, Associação de Desenvolvimento de Esportes Radicais e Ecologia (ADERE), Insituto Gaia e River Games Festival. As apresentações atingiram mais de 4 mil visualizações em três dias e cerca de 100 inscritos.

“Compartilhamos temas sobre diversas áreas de produção científica do PNI, como gestão de pesquisas, formação das Cataratas, turismo, diversidade de peixes, insetos, novas espécies descobertas, entre outros temas. Tudo numa tentativa de usar uma linguagem mais acessível a todos, de qualquer idade, em qualquer ocupação”, destacou José Ulisses Santos, coordenador da Escola Parque (área de Gestão Socioambiental) do PNI.

Entre 2007 e julho deste ano, o PNI contabilizou 495 pesquisas cientificas autorizadas na unidade. “Um alto número de pesquisas que demonstra o volume de conhecimento sendo produzido. São estes os estudos que subsidiam a tomada de decisão para manejo e conservação do PNI”, completa o coordenador da Escola Parque.

“Um exemplo da importância destes estudos é a pesquisa que aponta as áreas de maior relevância para conservação do surubim no Rio Iguaçu, uma espécie endêmica, ameaçada de extinção. Estudos como esse contribuem para ações efetivas de preservação da fauna e flora que compõem a unidade. O webinar nos permitiu contar isso de forma prática, numa linguagem popular”, explicou.

Para Marcelo Penayo, gestor da ADERE, a série de lives cumpriu o objetivo proposto pela equipe do ICMBIo.

“Contribuímos para que o webinar pudesse chegar ao maior número de pessoas na internet. Para isso disponibilizamos nossas redes sociais e fortalecemos a divulgação do evento. A divulgação do trabalho científico que é feito dentro do parque para o público que está do lado de fora é muito importante. Isso aumenta a consciência de todos sobre a necessidade de preservação do PNI e do Meio Ambiente como um todo. Seguimos juntos neste propósito”, concluiu.

Todo o conteúdo produzido ao longo do 1º Webinar Ciência no Parque pode ser acessado via https://www.youtube.com/watch?v=c7x71muKcTQ&ab_channel=ParqueNacionaldoIgua%C3%A7u

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