Um sistema de armazenamento e gestão energética para o abastecimento de veículos elétricos vem sendo desenvolvido pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR) em parceria com a Companhia Paranaense de Energia (Copel) Distribuição, a partir de edital público lançado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Entre os diferenciais do sistema está o fato de ele ser todo desenvolvimento com componentes nacionais – o que, além de reduzir os custos, diminui a dependência brasileira em relação a fornecedores estrangeiros. Na quinta-feira, 28, o Parque Tecnológico apresentou à Copel o andamento do projeto e as perspectivas para as próximas etapas, em um workshop virtual.

O projeto para o desenvolvimento de um sistema nacional de armazenamento e gestão energética para eletroposto bidirecional é resultado da chamada estratégica de projeto de pesquisa e desenvolvimento da Aneel, lançada em 2016, e tem duração prevista de 36 meses.

O diretor técnico do Parque Tecnológico, Rafael José Deitos, reforçou a importância desse projeto para o PTI, entre outros que vêm sendo trabalhados com a Copel.

“Este é um marco importante para o projeto, então gostaria de agradecer pela confiança em nossa instituição”, afirmou.

O gerente do Centro de Competência em Automação e Simulação de Sistemas Elétricos do PTI, Rodrigo Bueno Otto, área que está à frente do desenvolvimento do sistema de armazenamento para eletropostos bidirecionais, explicou que uma das principais características do projeto é o processo de domínio tecnológico.

“É um grande desafio que temos, mas ao mesmo tempo é uma oportunidade para não ficarmos reféns de fornecedores estrangeiros. É uma tecnologia nacional que a Copel está aportando para o sistema elétrico brasileiro”, comentou Otto.

O coordenador do projeto pelo PTI, Artur Bohnen Piardi, informou que a entrega do projeto será um sistema de supervisão com controle de fluxo de carga e descarga de forma bidirecional, com atuação na gestão da demanda; e uma bancada para a prova de conceito. Atualmente, a iniciativa está em fase de pesquisa aplicada.

Foto: Kiko Sierich/PTI.

A equipe do projeto é multidisciplinar, com sete áreas de conhecimentos abrangidas, como, por exemplo, sistemas elétricos de potência, sistemas embarcados, controle e gerenciamento de ativos elétricos. As temáticas que ainda não eram trabalhadas no PTI foram cobertas por meio de parcerias com as universidades – um processo que o Parque, como um ecossistema de inovação, possui como diferencial.

O gerente do projeto pela Copel Distribuição, Zeno Luiz Iensen Nadal, destacou que, especialmente agora em que o valor do dólar está alto, um desenvolvimento como este tem muita importância para o País; uma vez que os custos para importação de equipamentos estão elevados.

“Também em virtude do aparecimento de outros veículos elétricos, demonstra que este projeto é extremamente relevante”.

Entre os diferenciais do sistema de armazenamento e gestão energética para eletroposto desenvolvido pelo PTI e Copel está o fato de ele ser todo desenvolvimento com componentes nacionais – o que, além de reduzir os custos, diminui a dependência brasileira em relação a fornecedores estrangeiros. Saiba mais: https://bit.ly/2JhLSm1

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