Vencedor de melhor longa gaúcho no Festival de Cinema de Gramado de 2020, ‘Portuñol’ chega às salas de cinema de Porto Alegre (RS) e Foz do Iguaçu (PR) no dia 25 de fevereiro (quinta).

No documentário, a diretora Thais Fernandes e equipe visitam diversas regiões fronteiriças do Brasil para registrar a maneira como os idiomas se fundem e se entrelaçam no dia a dia da América Latina. Da mistura de culturas nasce o portuñol que dá título à produção.

Com cenas gravadas na fronteira de Foz do Iguaçu, o longa estreia no Cine Cataratas (Cataratas JL Shopping).

O filme faz paradas pela Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai para interagir com comerciantes, artistas e acadêmicos.

“É um documentário de encontros”, resume Thais.

“Este foi um dispositivo que eu achava importante: é um filme de viagem em que os encontros acontecem realmente na frente da câmera”, explica a cineasta.

A diretora não conhecia pessoalmente nenhum dos entrevistados antes das gravações.

Em clima de animação, os moradores locais trazem à tela reflexões pessoais, músicas, poesias e ritmos desconhecidos do grande público brasileiro.

Os diálogos dos personagens alternam entre o português, o espanhol e o guarani.

“A língua é invisível. Um dos nossos desafios foi transformar este fenômeno cultural em uma narrativa imagética”, avalia Thais. Junto à reflexão do idioma, somou-se o conceito da fronteira: “Ao longo do caminho o espaço se perde, e o que importa já não é mais onde estamos, mas sim quem são as pessoas que constroem essa identidade latina diversa”.

A equipe buscou personagens que refletissem o espírito dessas regiões, e entre eles encontrou rappers indígenas, estudantes colombianos, poetas do portuñol selvagem, professores universitários e até um grupo da cumbia que canta em portunhol na divisa Brasil/Uruguai.

“A letra de uma das músicas fala sobre o atravessar pra lá e pra cá entre países, de uma maneira divertida. O clima é de celebração latina”, descreve Thais.

A distribuição é da Lança Filmes, com produção da Vulcana Cinema e coprodução da Epifania Filmes, Globo Filmes e GloboNews.

Com foco em cinema de autor, primeiros longas e mercado internacional, seus projetos foram agraciados por importantes fundos internacionais como Hubert Bals Fund, IDFA Bertha Fund e Visions sud Est e participaram de laboratórios como EAVE Puentes, Torino Film Lab e Binger Film Lab.

Atualmente desenvolvem os novos projetos de Davi Pretto, Caroline Leone, Thais Fernandes e da dupla Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, bem como os primeiros longas de Bruno Carboni, Marcela Bordin e Germano de Oliveira.

Sobre Epifania Filmes – Co-Produtora

Com dez anos de mercado, a Epifania Filmes, da produtora-executiva Mariana Mêmis Müller, reúne em seu currículo a realização de curtas, séries e longas-metragens. Dentre suas principais produções estão a primeira série internacional de ficção da RBS-TV, “Sapore d`Italia” (2010) e o documentário “Filme Sobre um Bom Fim”.

Lançado em agosto de 2015, o longa começou sua carreira no circuito de Festivais, com seleção para a Mostra Oficial do festival de documentários “É tudo Verdade“, e depois da estreia permaneceu 16 semanas em cartaz em Porto Alegre.

Em 2018 lançou os documentários longas-metragens “A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro” (coprodução com Coelho Voador, Boulevard, Anti Filmes e Canal Brasil) e “Pra Ficar na História” (coprodução com Teimoso Filmes e Artes e GloboNews) e em 2020 lançou o longa ficcional “Disforia”, de Lucas Cassales, (em coprodução com Sofá Verde Filmes).

É produtora do FRAPA Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre desde sua primeira edição, em 2013.

Sobre Globo Filmes e GloboNews – Co-Produtoras

A associação entre a GloboNews e a Globo Filmes tem entre seus principais objetivos formar plateias para o documentário e, em consequência, ampliar o consumo desses filmes nas salas de cinema.

A parceria tem contribuído para um importante estímulo ao documentário no Brasil, onde o gênero ainda tem pouca visibilidade quando comparado aos demais países.

A iniciativa visa o fortalecimento e a promoção dentro do mercado audiovisual brasileiro, através da coprodução e da exibição desses longas.

O projeto completa sete anos em 2021 e a parceria estimula a criação de longas-metragens que, após a exibição nas salas de cinema, vão ao ar na emissora.

Ao longo desse período, os filmes foram vistos por mais de seis milhões de pessoas no canal por assinatura e o alcance médio das produções foi de 450 mil telespectadores por exibição.

Foram lançados filmes como “Babenco – Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, escolhido para representar o Brasil na busca por uma indicação ao Oscar 2021 na categoria Melhor Filme Internacional e premiado como melhor documentário sobre cinema da Venice Classics, mostra paralela do 76º Festival de Veneza em 2019, “Cidades Fantasmas” e “Cine Marrocos”, vencedores respectivamente do Festival É Tudo Verdade 2017 e 2019, Slam: Voz de Levante e Pitanga, premiados respectivamente nos Festivais do Rio e de Tiradentes em 2017, e A Corrida do Doping – até o momento, o filme mais visto na faixa da GloboNews.

Outros destaques foram o longa coletivo “5 x Chico – O Velho e Sua Gente”, sobre comunidades banhadas pelo Rio São Francisco, selecionado para quatro festivais internacionais na França; “Tim Lopes – Histórias de Arcanjo”, sobre a trajetória do jornalista morto em 2002; “Betinho – A Esperança Equilibrista”, que narra a vida do sociólogo Herbert de Souza, “Menino 23”, que acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar a partir da descoberta de tijolos marcados com suásticas nazistas em uma fazenda no interior de São Paulo, ambos vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2016 e 2017, respectivamente; “Setenta”, de Emília Silveira, sobre a militância política nos anos 1970, que recebeu dois prêmios no 8º Festival Aruanda (Paraíba), incluindo o de Melhor Filme pelo júri popular; e o premiado “Meu nome é Jacque”, de Angela Zoé, que enfoca a diversidade sexual a partir da experiência da transexual Jacqueline Rocha Cortês, eleito o Melhor Longa Nacional pelo júri do Rio Festival de Gênero & Sexualidade no Cinema 2016.

Em 2021, são mais de 30 filmes em produção, envolvendo mais de 30 produtoras de diferentes regiões do país, ajudando a fomentar o mercado.

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