Com participantes de diversos estados do Brasil e também do exterior, a abertura do 17º Congresso Latino-americano de Software Livre e Tecnologias Abertas (Latinoware), na manhã desta quarta-feira (2), mostrou que essa deve ser uma das edições mais democráticas e globalizadas do evento que, pela primeira vez, acontece de forma on-line e totalmente gratuita.

O congresso é promovido pela Itaipu Binacional, em parceria com o Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR).

Quase 4 mil pessoas se inscreveram até o começo desta quarta-feira, mas ainda é possível participar, preenchendo o formulário no site http://latinoware.org.

Até sexta-feira (4), serão mais de 240 atividades, que prometem ajudar os participantes a entender um pouco mais sobre o propósito do software livre e das tecnologias abertas e formas de aplicá-las a novos projetos, negócios e inovações.

Em vídeo, diretor-geral da Itaipu, Joaquim Silva e Luna, deu as boas-vindas aos participantes. Ele comentou que, este ano, as soluções tecnológicas foram essenciais em função da pandemia, que tornou impossível estarmos presentes em vários locais.

“Temos que estar cada vez mais rápidos e ser mais criativos, fazendo mais com menos, em processos mais sofisticados. Isso exige uma elevada dose de tecnologia”, afirmou Silva e Luna.

O diretor superintendente do PTI, general Eduardo Garrido, ressaltou que o Latinoware tem a intenção de, por meio das tecnologias livres, incentivar os jovens ao empreendedorismo e à inovação.

Ele destacou ainda que a proposta do evento está em total concordância com o propósito do PTI.

“Precisamos compartilhar a informação, o conhecimento e a tecnologia para avançarmos em prol de uma sociedade melhor, mais positiva”, pontuou Garrido.

Em seguida, falou o fundador da KER Innovation, Mauro Carrusca, de Minas Gerais; Ricardo Coelho, cientista da Computação, fez sua fala diretamente do Maranhão, enquanto Cesar Brod, diretor de Desenvolvimento Regional do Linux Professional Institute, enviou sua mensagem do Rio Grande do Sul. Em comum, todos reforçaram a importância de compartilhar informações e de construir coletivamente.

Participante do Latinoware desde a primeira edição, em 2004, Cesar Brod, comentou que, na época em que o evento foi criado, a preocupação era fazer com que as pessoas entendessem a filosofia do software livre. Hoje, ainda que nem todos usem Linux, já usamos diversas aplicações nos celulares e em nuvem baseadas no sistema open source.

“Conquistamos por uma superioridade técnica aquilo que acreditamos ser um bem para a humanidade”.

Ícone mundial do software livre e do próprio Latinoware, o diretor do Linux Professional Institute, Jon “Maddog” Hall, também participou da abertura da 17ª edição. De acordo com Maddog, é mais proveitoso para os países utilizaram softwares livres em relação aos pagos, uma vez que é possível saber como eles funcionam e alterá-los, o que garante também maior segurança.

Ele defendeu a ideia de que é mais vantajoso contratar pessoas e oferecer trabalhos bem pagos para a construção de softwares conforme as necessidades.

“Queremos que vocês entendam essas questões sobre softwares livres e open source, e o melhor jeito de fazer isso é participar do Latinoware”, disse.

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Foto: Kiko Sierich/PTI.

Programação – Latinoware

O Latinoware 2020 conta com uma programação dividida em 12 palcos (salas virtuais), em um total de mais de 240 atividades, entre oficinas, palestras, mesas de discussão e competições.

Serão abordadas diversas temáticas relacionadas a tecnologias abertas, como Negócios, Inovação, Segurança, Linguagens e Framework, Infraestrutura e Administração de Sistemas e Educação.

Mais informações sobre o evento e inscrições podem ser obtidas em: http://latinoware.org.

Com informações das Assessorias de Comunicação da Itaipu e do PTI

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, 2,7 bilhões de MWh.

Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh. A hidrelétrica é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.”

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