O dia 17 de maio é uma data importante não somente para a comunidade LGBT mas sim para todos. Há 31 anos, 17 de maio de 1990, ocorreu um evento de grande importância para o avanço da luta pelos direitos LGBT’s: a OMS (Organização Mundial da Saúde) tomou a decisão de desconsiderar a homossexualidade uma doença mental, retirando o termo “homossexualismo” do CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde).

Essa medida significou uma nova etapa para muitas pessoas, ser considerado doente mental por amar? Que absurdo! Por isso, em 2004, o dia do evento foi escolhido em memória para criar a data de conscientização em torno do assunto.

No Brasil, assim como outros países, ainda existem dificuldades, como o fanatismo religioso, que contribui para que homossexuais continuem sendo discriminados, ainda temos uma sociedade conservadora e infelizmente o Brasil segue sendo um dos países que mais mata gays e transexuais no mundo.

Mas também conseguimos alguns avanços ao longo dos anos, um exemplo é o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo e a possibilidade de doação de sangue por pessoas LGBTQIA+.

Em 2020 observa-se uma queda no registro de mortes motivadas pela LGBTIfobia em nosso país, comparativamente ao ano de 2019, 2020 registrou uma queda de 28% acumulando um total de 237 mortes segundo o Observatório de Mortes Violentas de LGBTI+ no Brasil em 2020 produzido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB).

Uma luta diária

Quem dera se pudéssemos ensinar as pessoas que toda forma de amor é válida, antes amor que ódio, conservadores…

Se trata de uma luta diária, e o quanto que já foi conquistado até o momento, não podemos desanimar, quem vos escreve acredita que um dia isso não será mais um tabu, e ver um casal homossexual na rua, será o mesmo que ver o amor.

“Vivemos num país que mais consome pornografia transexual e que mais assassina pessoas transexual. Evoluímos muito mas precisamos melhor ainda mais para mudar a visão da sociedade contra os homossexuais.”

Diz Nelson Soares, ele é da comunidade LGBTI+.

Ele também comenta como se sente.

“Eu sou muito feliz sendo bissexual e espero que um dia eu não precise ouvir “você não sabe o quer” “se decide” “sai de cima do muro”.

Nelson Soares

Vários clubes de Futebol postaram em homenagem ao dia 17 de maio entre eles Corinthians, Fluminense, Atlético, Flamengo, e vários outros.

A jornalista Mariliz Pereira Jorge, Colunista da Folha de S.Paulo mostrou apoio em seu perfil do Twitter.

Jose Simão da rádio BandNews FM e da Folha de S. Paulo também.

Viva a diversidade, mundo! 🌈

Comentários

Deixe a sua opinião