O estado do Paraná decretou situação de emergência, diante da crise hídrica em que o estado se encontra.

Esta medida tem o objetivo de apoiar os agricultores diante dos acordos financeiros, como as renegociações com os bancos e seguros.

De acordo com o Governo do Estado, estima-se, que até agora, a soja, principal cultura deste período na safra 2021/22, teve percentual de perdas de 37%.

O objetivo era colher pouco mais de 21 milhões de toneladas, mas segundo o levantamento, aproximadamente 7,9 milhões não serão mais colhidas, restando uma produção de 13 milhões de toneladas. E apenas nessa cultura, a estimativa de prejuízo é de R$ 21,5 bilhões.

As cidades da região em sua maioria estão decretando o estado de emergência, tal medida está sendo feita em apoio ao setor agrícola e pecuário.

Com este decreto os agricultores tem maior suporte jurídico para renegociar financeiramente, e acionar o seguro, em razão das perdas ocorridas nesta safra.

Em Santa Terezinha de Itaipu foi decretado estado de emergência, a cultura de soja, hortifruti, leite e a pecuária foram as mais afetadas, com uma perda de 60% a 70% na produtividade da soja, de 50% a 60% no hortifruti e perda de 30% a 40% na produção de leite.

A estiagem também afetou a pecuária, principalmente a produção de silagem, que é o mais usado para alimentar o gado. A pastagem também ficou bastante comprometida, afetando os produtores rurais de modo geral. Outros setores não foram afetados na cidade.

Em Itaipulândia, uma cidade essencialmente agrícola, também está com o decreto em vigor. A Prefeita Cleide Inês Griebeler Prates explica que a cidade dispõe de poços artesianos, mas ainda assim a produção está baixa.

Na cidade toda a cadeia está prejudicada, inclusive os comércios.

Já de acordo com o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Missal, Altair Luiz Fetzner, o setor que mais foi afetado é a cultura da soja, onde nunca foi produzido tão pouco. A cultura do milho e pecuária de leite e de corte também sofrem as consequências.

Assim como Missal, Medianeira também decretou situação de emergência devido à crise hídrica.

Em Foz do Iguaçu, a perda pode chegar a 80% na safra do soja. O município tem 12.000 hectares de plantação de soja, no qual 60% já está perdido. Mas a cidade não decretou situação de emergência.

A colheita dos grãos está prevista para começar entre fevereiro e março, mas não existe otimismo por parte dos agricultores.

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