Foz do Iguaçu possui diversos cartões postais e um deles sem dúvida é a Av. Pedro Basso, localizada na região central da cidade, e que em 2012 foi intitulada pela Revista 100fronteiras a “Rua mais bonita da cidade” fazendo referência a música que fazia sucesso na época da Banda Mais Bonita da Cidade.

Após isso, a rua foi considerada uma das mais bonitas do Brasil, devido ao caminho de árvores que cercavam os dois lados da avenida e que até hoje são cenário para fotos instagramáveis e até casamentos. No entanto, nos últimos dias houve uma polêmica em torno da Av. Pedro Basso, devido a notícia de que será preciso retirar as árvores históricas e substituí-las por de outra espécie.

Para entender o porquê dessa troca e como será esse processo, conversamos com o Diretor de Arborização do município, Marcos Antonio da Silva. Confira:

Como se deu o estudo que detectou a necessidade de fazer a substituição das árvores da Av. Pedro Basso?

Após um temporal que derrubou algumas árvores e diversos galhos de grande porte, vimos a necessidade de uma avaliação técnica daquele ponto da avenida.

Essa retirada tem data para acontecer? É preciso autorização de algum órgão para fazer essa retirada?

A retirada será gradual, lembrando que somente as árvores com classificação “RUIM“ serão suprimidas. No local existem em torno de 80 tipuanas, destas apenas 7 estão em condições ruins. Porém antes mesmo do corte, a Secretaria de Meio Ambiente já fará o plantio de outras em substituição.

Tendo em vista que esta diretoria é quem faz o licenciamento dos cortes dentro do município, e baseado no estudo técnico dos servidores, existe a parte burocrática a ser feita, porém não dependendo de outro órgão.

Sabe dizer há quanto tempo elas estão plantadas ali?

Estas árvores foram plantadas entre os anos de 1970 e 1980.

Essa substituição é devido a qualidade das árvores ou por que a região comercial da avenida cresceu e o porte das árvores não condiz mais com a realidade da rua?

Os fatores analisados sempre são a condição fitossanitária das espécies do local, sendo assim, independente dos comércios ou residências que tenham na região, as árvores saudáveis irão permanecer no local.

Como se dará o processo de retirada dessas árvores? Tem ideia de quanto tempo levará?

A retirada é gradual, de posse dos estudos e dos licenciamentos, as equipes que fazem os cortes farão as retiradas, lembrando que antes das retiradas, serão plantadas outras em substituição.  O tempo depende das condições climáticas e até mesmo a questão do fluxo de veículos na região.

A rua será interditada por algum período?

Nossas equipes trabalham todos os dias no município fazendo supressão arbórea, eventualmente é necessário a interdição de pista, porém isso somente pode ser avaliado no local e caso a caso.

Av. Pedro Basso em Foz
Foto: 100fronteiras

Há projeto para plantar novas árvores? De qual espécie e quanto tempo levará para formarem nova sombra na região?

Existe estudo para plantio de novas árvores, as espécies são sempre nativas e que se adequem melhor ao local, levando em consideração o tamanho, raízes, etc… Árvores nativas de porte médio levam em média três anos para começar a fazer sombra.

A rua é um cartão postal da cidade e também considerada uma das mais bonitas do Brasil, o que pode causar polêmica com relação a retirada das árvores, como vocês avaliam isso e o que a população pode esperar da nova Av. Pedro Basso?

Como já falado, de um total de em torno de 80 tipuanas, serão removidas apenas 7, então não vemos a curto prazo que será sentida esta supressão, até porque, serão retiradas gradualmente e mesmo antes do corte, já haverá outra árvore no local para sua substituição.

Além dessa região, há projeto de retirada ou substituição de árvores de outras regiões da cidade? Se sim, quais regiões e por que?

Na região da Vila Yolanda, existem muitas flamboyant, árvores também de grande porte, e com raízes que ficam expostas com o passar do tempo. Na Avenida Iguaçu, diversas destas árvores já apresentam sinais de envelhecimento, já prevendo que daqui a alguns anos, algumas destas árvores tenham que ser suprimidas. Para isso a Secretaria de Meio Ambiente já se antecipou e plantou algumas dezenas de mudas novas nesta avenida, sendo assim, quando for necessário o corte, já existem outras árvores plantadas para compensar as que precisarem ser cortadas.

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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