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O Disco Fenda é um projeto antigo de Sergio Copetti, mas que está saindo do papel agora, em 2021, e chega ganhando forma para a comemoração dos 40 anos de música do grande instrumentista, cantor e compositor, Sergio Copetti.

A virada da chave para o Fenda, diz Sergio, foi em uma conversa com um amigo, no final de 2020, onde ele teve a ideia de convidar amigos e conhecidos de longa data para desenvolver o disco, a parceria com pessoas de todas as regiões do Brasil e fora dele, estão dando forma ao Fenda. 

Primeiramente, Copetti iniciou suas parcerias com artistas “de casa”, que seriam os artistas locais, amigos e conhecidos.

Sergio menciona uma facilidade hoje em dia, que a maioria dos músicos tem home-estúdio. “É possível gravar de casa, com uma placa de som, computador, microfones, e o resultado do trabalho é ótimo, então tudo é mais acessível”.

Então a proposta de Sergio se espalhou, e se disseminou de uma forma que, quando ele chegava para conversar com as pessoas, elas já sabiam do que se tratava. 

“E o que era mais legal eram as mensagens que eu recebia, do tipo: que legal fazer parte do projeto, uma honra para mim”. 

Sergio copetti.

Isso o motivou ainda mais. Grandes nomes irão participar de seu disco, como o acordeonista Luis Carlos Borges, o violonista Yamandu Costa, o baterista Kiko Freitas, o contrabaixista Guto Wirtti, o bandoneonista argentino Pico Nunes, a cantora gaucha Anaadi, vencedora do Grammy latino 2018, o baterista Amauri Copetti entre tantos músicos importantes de Foz do Iguaçu, do restante do pais bem como do EUA, Europa e América Latina.

No total, serão mais de 20 artistas participando no Disco Fenda, artistas de todo o mundo e com diversos talentos, cada um com seu diferencial para compor exatamente o que o Fenda é, um disco diversificado, sem fronteiras, sem limites.

“Por eu morar em uma cidade de fronteira, com diversas possibilidades, etnias, com pessoas de todo o Brasil e do mundo, tive essa liberdade de construir o disco de diversas maneiras”.

afirma Copetti.

O disco será composto por 11 músicas, a maioria já estavam prontas, todas são autorais de Sergio Copetti. Algumas das músicas já estavam gravadas virtualmente. Então para compor seu primeiro disco, nada melhor que chamar pessoas que são admiradas. Sergio convidou músicos que ele é fã, que já fizeram parte de sua carreira musical, e que tinha um sentimento, pois o disco é para ser sentido.

“O disco representa tudo que eu já toquei.” 

sergio copetti.
Breve parte da música Fenda.

O Fenda existe desde 2011, quando Sergio criou um projeto ambiental, pois estava preocupado com o que estava acontecendo com o mundo naquele momento, na verdade ele já faz músicas voltadas a esse tema desde 1988. 

“Não que eu seja um entendedor do assunto, sou observador”. 

sergio copetti.

No disco, o tema é retratado de uma forma poética, as músicas falam da natureza. Alguns animais, árvores, plantas, e rios mencionados no disco, estão em lista de extinção.

A inspiração do Disco fenda foi observação (observar o ambiente) e também um pouco de imaginação. O Fenda tem um início meio e fim, onde retrata uma história.

“Quando eu ia no Parque, eu observava, nos passeios eu gravava tudo na memória e fiz as músicas baseadas naquele momento, e em todos os outros que já vivi no Parque Nacional.” 

Contou Sergio Copetti.

A data do lançamento do Fenda ainda não é certo, mas o sucesso, e a dedicação é certa, e Sergio Copetti e parceiros estão fazendo com muito carinho. 

O Disco é baseado na música popular brasileira, como samba, baião, xote, maracatu, e também músicas latino-americana, é uma mistura de ritmos, é um disco que aborda questões sobre o meio ambiente, preservação, e não apenas de Foz, mas de outras regiões também. 

“O Fenda foi uma ótima experiência, pelo reconhecimento e carinho, a troca foi muito grande.” 

sergio COpetti.
Parte da música “Pela vida nos da”, Disco Fenda.

Sobre Sergio Copetti

Sérgio Copetti não é iguaçuense, nasceu em Porto Alegre, mas tem uma grande paixão pela Terra das Cataratas, onde se engajou ainda mais na composição musical. Copetti já domina a área instrumental, e aqui em Foz do Iguaçu desenvolveu várias letras musicais. 

Sua área de domínio é no contrabaixo. Trabalhou com músicos gaúchos, começou a tocar desde os 9 anos de idade, sempre foi uma paixão, Sérgio diz que não tinha como ser outra coisa. 

“Até hoje, tudo que faço envolve música, não consigo fazer outra coisa, até dificuldade com chave de fenda eu tenho. Mas com música, consigo me relacionar bem, como compositor e professor.”

Diz Sergio Copetit.

Então na árvore musical, Copetti sempre busca se encaixar em algum galho, aliás, nasceu para a música, não é possível fugir dela.

Ele trabalhou com os maestros Paulo Dorffman (RS) e Apostolo Seco (SP), e estudou com o professor da Barclay School (Boston), Ary Piazzarolo.

Também participou da Orquestra Popular de Porto Alegre e atuou com músicos e artistas como Sergio Reis, o acordeonista Luis Carlos Borges, Borguetinho, Yamandú Costa, Diego Guerro, Amado Batista, Gerry Adriane, Gilberto Gil (em faixa de CD) com o trombonista Serginho Coelho, o grupo de música instrumental Jazzcaré, o quarteto instrumental Four Jazz, entre tantos outros renomados artistas da Música Popular Brasileira (MPB) e da música instrumental.

Participou ainda de projetos culturais na Áustria (Viena), Alemanha (Frankfurt), Eslováquia (Bratislava), Venezuela (Caracas), Argentina (Buenos Aires), Uruguai (Rivera), entre outros países.

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