A pandemia afetou vários setores da economia local, como o turismo, que foi fortemente impactado durante o lockdown. No entanto, o setor da construção civil, considerado essencial, continuou a crescer. A prova disso são os diversos empreendimentos verticais e horizontais que estão sendo construídos na cidade e que completam o boom de desenvolvimento da região.

Além disso, a Brain Inteligência Imobiliária fez um levantamento dos imóveis na cidade no segundo trimestre de 2021 e revelou dados interessantes sobre o setor.

De acordo com a Brain, os empreendimentos verticais possuem a maior porcentagem de ofertas na cidade, correspondendo a 76,3% dos lançamentos, sendo que o padrão Standard e Luxo corresponderam a 10% dos lançamentos cada.

E, mesmo considerando-se que o preço médio do padrão econômico foi quase o dobro do padrão Standard, ocorreram muito mais ofertas finais no padrão econômico. Dentre as ofertas lançadas, a maior porcentagem de lançamentos foi de empreendimentos com dois dormitórios (41,4%) e três dormitórios (41,1%).

Já em relação aos empreendimentos horizontais, a maior quantidade de obras ocorreu em loteamentos abertos (87,2%) seguido dos loteamentos fechados com 11,9% dos lançamentos. E o estudo destacou ainda que 100% dos empreendimentos comerciais foram do padrão médio.

Vista aerea de Foz
Foto: Canal SSC Foz do Iguaçu

O presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Leonardo Pissetti, destaca que “Foz tem hoje, junto com Cascavel, uma maior oferta de casas do que de apartamentos. E pela pandemia, com o home office, teve uma procura maior”.

Ele também ressalta que durante a pandemia os juros ficaram mais baixos, o que foi uma excelente oportunidade para investir em imóveis. No entanto, agora os juros voltaram a subir. 

“Juros baixos, maior acúmulo de poupança, pois as pessoas acabaram sendo obrigadas a parar de gastar, além da facilidade dos financiamentos, fez com que as pessoas aproveitassem o momento para tomar a decisão e adquirir um imóvel. Na época os juros estavam baixos e com isso as pessoas tinham renda familiar necessária para aumentar o crédito e fazer financiamentos. Quem investiu em um imóvel durante a pandemia, aproveitou o momento certo”.

E, apesar da pandemia ter afetado tantos setores, fez com que a área da construção civil alavancasse, pois, de acordo com Leonardo, desde 2018 o mercado imobiliário estava buscando a valorização do valor do metro quadrado que acabou acontecendo durante a pandemia.

Leonardo Pisseti
Leonardo Pissetti.

“O imóvel é um ativo real, você investe e a longo prazo ele sempre é lucrativo. E acaba sendo um gerador de renda, sendo que nem sempre precisa ser seu próprio imóvel, você consegue investir em fundos imobiliários, fundos empresariais, fundos de shopping e todos esses setores estão aumentando gradativamente”.

Leonardo Pissetti, presidente da ademi-pr

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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