Foz é, certamente, reconhecida pelo turismo, mas a cada ano o setor imobiliário cresce e ganha destaque de investidores e compradores. Uma das áreas que compõem o setor imobiliário é o ramo de loteamentos – compra de terrenos por preços acessíveis, tanto para quem deseja morar quanto para quem deseja investir.

O empresário, advogado e loteador Claudio Rorato viu neste setor a oportunidade de investir. Juntamente com outros sócios eles deram início ao primeiro loteamento do grupo em 2008. De lá para cá são mais de 25 empreendimentos, entre loteamentos, condomínios, edifícios e salas comerciais.

 “Naquela época havia uma carência no setor de loteamentos em Foz. Hoje acredito que esteja neutralizado, pois há muitos loteamentos saindo e outros a serem aprovados. Acredito que o ápice tenha sido em 2019, quando nós lançamos o Vila Maria, onde os 600 lotes foram vendidos em 28 dias, na região do Porto Meira”, destaca.

Claadio Rorato - loteador
Claudio Rorato é empresário, advogado e loteador.

100f: Como é a aceitação dos loteamentos em Foz?

Claudio Rorato: Quando você faz um loteamento em uma determinada região geralmente é o morador local daquela região que compra o terreno, mas há também muitas pessoas de fora que o adquirem, porque a forma de compra é facilitada e terreno sempre será um investimento, você nunca irá perder se investir em imóvel.

100f: Como vocês entregam os loteamentos?

Claudio Rorato: Nós entregamos todos os nossos loteamentos com galeria fluvial, água, esgoto, asfalto, calçada, iluminação pública e arborização. Mas em algumas regiões a Sanepar não faz a ligação de esgoto e sinto que falta do poder público cobrar isso deles. Além disso, como comentei, investir em imóveis é bom negócio e, para isso, facilitamos a compra. Hoje a média é de R$500 o m2 e nós damos a condição da pessoa adquirir o lote, parcelamos entrada, então buscamos facilitar o acesso ao valor da entrada, que geralmente é o mais difícil para quem quer investir e não tem muitas condições.

100f: O que você leva em conta quando vai investir na cidade e por que?

Claudio Rorato: A localização e a carência de lotes na região. Foi assim quando iniciamos, estudamos a região que tinha maior carência e começamos e não é atoa que tivemos essa aceitação. 

100f: O que falta em Foz para o setor imobiliário ter seu “boom”?

Claudio Rorato: Até 2019 a cidade vinha em um crescimento interessante. A pandemia deu uma freada nisso, mas agora esperamos que volte a crescer novamente. E por que é importante o crescimento do setor? Porque se ele cresce, a cidade cresce, outros setores da economia se desenvolvem, gera emprego e renda para as pessoas e para o município.

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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