Marmita Solidária
Foto: Divulgação

Em abril a 100fronteiras noticiou o inicio do projeto Marmita Solidária, onde um empresário da rede hoteleira de Foz do Iguaçu decidiu abrir a cozinha do hotel para produzir marmitas que seriam distribuídas às pessoas mais impactadas pela crise econômica em decorrência do coronavírus na cidade.

E após mais de três meses de produções, a campanha se encerrou no dia 31 de julho. “No dia 16 de abril começamos e em mais de três meses fizemos um total de 1003.063 marmitas, uma média de quase mil marmitas por dia, de segunda a segunda. Foi um projeto emergencial feito no inicio da pandemia por voluntários e funcionários da cozinha do hotel, onde sentimos a necessidade ajudar às pessoas que se encontram em dificuldade, passando fome”, destaca a voluntária e umas das idealizadoras do projeto, Mariana M.L Hernandes.

Marmita solidária Foz
(Foto: Divulgação)

Ao todo a campanha Marmita Solidária arrecadou mais de 12.885 kg em alimentos, incluindo 40 cestas básicas, óleo de cozinha, água mineral, ovos, 20 kg de banha de porco, refrigerantes, entre outros. Também recolheram diversas doações de roupas usadas, calçados, brinquedos, máscaras, fraldas, cobertores e ainda um televisor e um berço.  

Isso resultou em uma doação total de R$ 123.474,98 e um saldo em caixa no valor de R$ 6.981,23 que será utilizado na compra e distribuição de aproximadamente 100 cestas básicas. Em geral, o projeto movimentou mais de R$ 500 mil sem nenhum recurso público, conforme destacam os idealizadores.

Resultado da Marmita Solidária em Foz
Equipe de voluntários que fez parte do projeto Marmita Solidária. (Foto: Divulgação)

Os locais que receberam as doações foram o Bubas, favela da Sadia, Vila C, Jardim São Paulo, Cidade Nova, Vila São Sebastião, Vila Andradina, favela do Monsenhor Guilherme e famílias cadastradas e pessoas desassistidas em alguns cruzamentos pela cidade.

Marmita solidária Foz
Registro de uma das entregas da marmita em Foz. (Foto: Divulgação)

“Relembrando toda essa trajetória, vejo que o projeto serviu para unir diferentes pessoas, trouxe pessoas que não conhecíamos e amigos que nos ajudaram, todos tínhamos uma coisa em comum que era ajudar ao próximo e acrescentar ao projeto. E tudo isso envolveu muita dedicação, o sentimento na cozinha era que estávamos fazendo algo pelo outro e por isso hoje o nosso maior sentimento é o de profunda gratidão. Gratidão pelas pessoas que colaboraram, pelas pessoas que doaram, pelas pessoas que receberam. E o projeto tinha que encerrar, porque era emergencial, teve um começo, meio e fim. Mas não vemos como missão cumprida, porque a necessidade das pessoas que ajudamos não acaba nunca, a necessidade das pessoas que ficaram desempregadas continua lá. A gente encerrou esse projeto, mas a gente sabe que ainda tem pessoas que necessitam de ajuda e assim esperamos que esse sentimento de gratidão que criou nas pessoas que ajudaram na marmita de alguma forma tenha tocado elas a continuarem a ajudar”.

Mariana M.L Hernandes
Marmita solidária Foz
(Foto: Arquivo pessoal)
Patrícia Buche

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras.

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