100fronteiras: Quem é Maninho (Valdir de Souza)?

Maninho: Sou de Santo Antônio do Sudoeste e a nossa família saiu do Rio Grande do Sul e a caminho do Paraná pararam em Santo Antônio e foi lá que eu e mais dois irmãos nascemos.

Depois viemos para Santa Terezinha de Itaipu, mas meus pais trabalhavam em Foz e eu estudava aqui. E com isso comecei a amizade por meio do futebol. Sou da Vila Portes, mas moro há 27 anos no Jardim Panorama. Tenho 53 anos.

100f: Como iniciou na política?

Maninho: Por meio da amizade que fiz no esporte os amigos me colocaram na política. Em 2000 eu fui convidado a ser candidato a vereador. Mas não tinha pretensão. No entanto, por estar no esporte eu disse que gostaria da secretaria de esportes, se fosse eleito ou não. Aí começamos o trabalho com os amigos. Fizemos um grande trabalho e fiquei como vereador por três mandatos, de 2000 a 2012.

Na eleição de 2012 e 2016 não consegui me eleger. E agora em 2020 fui eleito novamente. Então a política entrou na minha vida assim, com os meus amigos, por meio do esporte.

Eu já fui para fora jogar, então sempre estivemos envolvidos com o esporte e essa foi a minha bandeira na vida política. No período que fiquei fora da política trabalhei no ramo de alimentação.

No entanto, para mim antigamente a política era o que eu fazia, e por isso não dei sequência ao meu trabalho que era no ramo de hotel e alimentação e disso me arrependo um pouco, porque quero ter algo na cidade no ramo da alimentação. Por isso, em janeiro estarei de volta com meu projeto.

100f: Imaginava que seria eleito dessa vez?

Maninho: Em vários lugares que eu ia pedir voto tinha muita dificuldade, porque as pessoas me cobravam que eu não voltava visitá-las. Então eu falei que após essas eleições eu voltaria à visitá-las. E eu sempre falei que iria me eleger, mesmo as pessoas achando que não. Lutei até o fim, com confiança, porque você vai sentindo a campanha.

100f: Qual o sentimento de estar voltando agora vereador Maninho?

Maninho: Eu sou das antigas, mas fui aprovado para essa renovação. Fiquei oito anos fora, mas não abandonei a política. Eu sou um cara que fiz muito, que ajudei muito a cidade. E por isso quis voltar, porque ainda há coisas a fazer.

A inexperiência nossa de quando entramos na política nos faz sair por aí prometendo coisas e isso é normal. Mas nessas minhas andanças ficaram coisas para trás, que me incomodam muito, e sinto que poderia ter lutado mais para tirar alguns projetos do papel. Não eu fazer, mas de ter lutado para que a prefeitura fizesse. E isso me incomodava muito, por isso queria muito voltar.

Maninho vereador de Foz
Depois de oito anos o vereador Maninho está de volta ao pleito.

100f: Para você Maninho, qual é a função do vereador?

Maninho: A função é representar o povo. Vereador para mim é a representação do anseio da população. Porque quem votou e quem não votou em ti espera que você os represente. Esperam muito de você.

100f: Qual será a sua postura na Câmara de Vereadores?

Maninho: Eu me elegi com o Chico, mas eu não posso dar a bênção pra ele. É preciso ter oposição para gerar o debate. Porque se está todo mundo junto não tem debate.

100f: Quais ideias pretende discutir na Câmara de Vereadores?

Maninho: Eu sempre levantei a bandeira do Maninho do esporte, mas nessa eleição usei “Maninho Nosso Amigo”, porque eu busquei meus amigos para me apoiarem.

Minha bandeira sempre foi esporte, mas não da para focar nisso, você tem que atuar em tudo. Regiões como Porto Meira e Vila C não elegeram nenhum representante, então é para essas regiões que vou trabalhar.

A minha bandeira vai ser a bandeira do povo, lutar pelo transporte, pelo ar condicionado, pela saúde. Fazer um trabalho com os atendentes, aqueles que recebem a pessoa doente, para que tenham uma preparação psicológica e possam atender com respeito os pacientes. E para isso eu vou acompanhar, ver como que é, conversar, porque o povo que usa é quem sabe como funciona.

100f: Para fechar, que mensagem gostaria de deixar?

Maninho: Dizer que foi bom voltar. Agradeço a quem votou. É uma satisfação política e uma obrigação de ter que responder a isso, acompanhando a inovação e trabalhar muito pela população.

Esperem de mim bastante trabalho, com o gabinete de portas abertas para ouvir. Quero ir nos bairros para transformar a dor do morador em voz e trazer para a Câmara e discutir e dar retorno aquele povo. Quero pagar a conta pro eleitor, com muito trabalho.

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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