O basquete é um esporte americano que conquistou o mundo pelo seu gingado e prática. Impossível quem nunca jogou, seja na educação física da escola ou na quadra do bairro. Fazendo cesta ou não o que vale é competir.

Origem – O esporte foi criado em 1891 pelo professor de Educação Física canadense James Naismit, na Associação Cristã de Rapazes de Springfield, Massachusetts, Estados Unidos.

Na nossa terra da multiculturalidade, claro que o esporte não ficaria de fora. Por isso conversamos com Claudio Henrique Lopes Lisboa – técnico da equipe sub 15, 17, 19 e adulto feminino, para nos contar um pouco da história desse esporte em nossa terra iguaçuense. Ficou interessada!? Então prepare-se, pois, a quadra está aberta.

100fronteiras – O basquete iguaçuense feminino existe desde quando na fronteira?

Claudio Lisboa – O basquete existe em Foz desde os anos 70/80, os incentivadores foram os professores de educação física Mauri, Jarbas e Katia. A partir da década de 90 começaram a aparecer os melhores resultados. Com uma nova safra de treinadores dentre eles os professores Leão, Ivan e Nilton. Foz foi campeã dos jogos aberto por quatro anos seguidos 96, 97, 98 e 99 tendo como comandante o professor Ivan Marques. Também nesse período surgiu nossa melhor jogadora “Mamá” (Jucimara Evagelista Dantas), ela se destacou cedo e teve uma carreira meteórica, sendo convocada para várias seleções brasileiras de base, jogou ao lado de craques como Janeth e Paula, também jogou por vários anos na Europa, principalmente na França onde teve mais destaque. O auge de sua carreira foi a disputa da Jogos Olímpicos de Verão de 2008 em Beijing.

Mamá
Jogadora Mamá

Em 2010 foi fundada a ABASFI (Associação de Basquete de Foz do Iguaçu), em 2011 veio o primeiro título estadual na categoria sub 14, de lá até agora foram 8 títulos dos jogos escolares do Paraná, de 2012 a 2019, Foz representou o Paraná nos Jogos Escolares Brasileiros, foram várias medalhas de bronze e um vice-campeonato.

campeãs estaduais sub 12 2019
Campeãs estaduais sub 12 2019

No ano de 2018 foram vice-campeãs do brasileiro escolar, o que garantiu vaga para a disputa do campeonato mundial dos países de língua portuguesa disputado em São Tomé e Príncipe na África.

São Tomé e Príncipe - África 2018
São Tomé e Príncipe – África 2018

Em 2019 veio o grande feito, a equipe iguaçuense representada pela equipe do colégio Semeador foi campeã nacional em Brasília no mês de março, conquistando a vaga para o mundial na Grécia (ilha de Creta) que foi disputado em abril do mesmo ano. As meninas ficaram com 19º colocação. Além desses resultados nos últimos anos tivemos as atletas Gabriela Bonamigo, Michelly Tsen, Maria Maciel, Brendha Leise todas convocadas para as seleções brasileiras de base, além do professor Claudio Lisboa, que foi auxiliar técnico da seleção brasileira, sub 14, campeã Sul-americana no ano passado. Também são dezenas de atletas convocadas para seleções paranaenses de base do sub 13 ao sub 17, além dos técnicos Douglas Stafp e Lorran Bono que fazem parte das comissões das seleções estaduais.

Equipe mundial na Grécia 2019
Equipe mundial na Grécia 2019

100f. – Como é visto o esporte feminino aqui na fronteira?

Claudio Lisboa – O esporte feminino vem crescendo na fronteira, temos a equipe de futebol que é uma referência nacional, a equipe de futsal de base tem resultados expressivos a nível estadual e nacional, as equipes de natação feminina sempre tiveram excelentes resultados, a canoagem tem resultados a nível mundial e o basquete que na última década cresceu muito e é uma referência nacional na modalidade. Talvez falte um pouco de divulgação, visibilidade para as meninas, mas acredito que vem crescendo. Precisamos de mais modalidades tendo resultados expressivos para atrair mais meninas para a prática esportiva e trazer novos incentivadores e patrocinadores.

Uniamérica campeãs dos Jogos universitários do Pr 2019
Uniamérica campeãs dos Jogos universitários do Pr 2019

100f. – O basquete feminino tem sido mais valorizado?

Claudio Lisboa – O basquete feminino no Brasil nos últimos anos foi deixado a segundo plano, mas a atual gestão da CBB (Confederação Brasileira de Basketball) está mudando este panorama e o basquete feminino tem voltado a crescer. Resultado disso foi a conquista do último Pan-Americano e ter voltado a vencer o Sul-Americano de base. Em nossa cidade, na última década o basquete foi a modalidade mais vitoriosa com diversos títulos estaduais, nacionais em diversas categorias. O próximo passo é colocar uma equipe iguaçuense na liga nacional feminina em 2022.

100f. – Porque ainda não é um esporte tão divulgado?

Claudio Lisboa – A grande mídia ainda não é muito divulgada pela falta de grandes ídolos na modalidade. Para reverter isso é necessário um grande investimento na base para que apareçam novos talento e ídolos como foram Paula, Hortência e Janeth.

100f. – O time é composto por jogadoras da Tríplice Fronteira? Alguma já foi convidada a jogar em algum time do exterior?

Claudio Lisboa – Nossas atletas começam a competir a partir dos 11/12 anos, antes disso participam de festivais. Nos disputamos as categorias sub 12, 13, 14, 15, 16, 17, 19, universitária e adulta. Grande maioria das atletas são de Foz mesmo, temos algumas atletas de outras cidades, estados e países. Do Paraguai (Jazmim,14 anos, Luz e Tamara 16 anos, Maria Belen 19 anos que é atleta da seleção Paraguaia adulta), temos atleta da Argentina também (Mariela Vargas).

Hoje temos a atleta Janaína Gonçalves de 19 anos que está no EUA há dois anos e ganhou bolsa de estudos na Universidade de São Petersburgo na Flórida para próxima temporada. Ela jogou dois anos pela Impact Basketball em Sarasota – Flórida. Em breve outras atletas devem tomar o mesmo caminho.

100f. – Como está atualmente o campeonato e a posição do basquete feminino?

Claudio Lisboa – O campeonato estadual adulto tem retorno marcada para 15 de outubro, estamos aguardando a liberação dos órgãos responsáveis de nossa cidade. As categorias de base não devem acontecer esse ano, talvez o sub 17. As demais competições oficiais (escolares, juventude, abertos, sul brasileiros, brasileiros) foram todas canceladas.

TIME BASQUETE FOZ
Time master de foz

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