Jovem, mulher, engenheira civil e empresária. Jessica Elisama tem 26 anos e coleciona uma infinidade de conquistas na vida pessoal e na carreira profissional. Conheceu 14 países em dois anos e já projeta os próximos destinos. Diante de tudo isso, você pode achar que foi sorte, mas só ela sabe o que passou para chegar até aqui.

Quem vê Jessica nas fotos das redes sociais, sempre bem vestida e maquiada, não sabe a correria que é o dia a dia da jovem empresária. E essa rotina agitada é algo que ela tem há muito tempo. Mas para saber como ela chegou até aqui, antes é preciso voltar no tempo e onde tudo começou.

“Eu sempre tive o espírito de empreendedora. Aos 8 anos de idade, eu confeccionava roupinhas de boneca e vendia na escola por 25 centavos cada. Lembro que ia com uma amiga até uma fábrica de lingerie na cidade, e pegávamos os retalhos. Depois eu ia para casa e desenhava os croquis, usando as bonecas como molde, e então fazia as roupinhas, tanto conjuntinhos como vestidos. Fiz tanto sucesso que vendi tudo. Hoje não tenho nenhuma de lembrança”, relembra, de forma divertida.

E por mais que na época parecesse apenas uma diversão, Jessica já via como um negócio e a projeção de um futuro ambicioso, porque desde muito cedo ela queria ganhar seu próprio dinheiro para um dia poder realizar seu sonho de infância: trabalhar com moda.

O tempo foi passando, e as bonecas ficaram de lado. Aos 13 anos foi trabalhar em um escritório de advocacia como secretária. Aos 16 trabalhou em uma agência de modelos em Foz e, então, apaixonou-se de vez por esse mundo. Passou a trabalhar em eventos e ser modelo fotográfica de lojas de roupas.

Decidiu investir ainda mais nesse sonho, mas por vir de família humilde e sem condições de bancar seus estudos Jessica arregaçou as mangas e definiu como meta de juventude ganhar dinheiro suficiente para pagar um colégio particular e posteriormente uma faculdade. Conseguiu ambos.

Mas, diferentemente do que as pessoas imaginam, ela não cursou Moda, e sim Engenharia Civil. Por quê? Ela responde: “Eu sempre admirei essa profissão e na época eu via como um trabalho que me daria uma maior fonte de renda para eu poder me estabilizar financeiramente”. E ela fez. Formou-se recentemente, porém a vida tratou de realizar o seu sonho de criança antes mesmo de ela pensar em ganhar dinheiro como engenheira.

Após trabalhar um período no Paraguai e conciliar essa atividade com o trabalho de fotografia e panfletagem, seu namorado a aconselhou a abrir sua própria loja de roupas e ainda escolheu o nome: Charm Store. Nessa época, Jessica tinha 23 anos.

“Eu vendi meu Ford Ka e usei R$ 5 mil para abrir a minha loja, Charm Store, e mais R$ 4 mil para comprar as roupas. No entanto eu não tinha dinheiro para equipar a loja, por isso no início faltava espelho, provador e caixa. Mas o primeiro mês de vendas foi um sucesso, e eu consegui comprar o ponto que estou agora. Em seis meses troquei de carro e abri a segunda loja em Medianeira; em um ano já havia conhecido dez países e aberto a loja Charm Kids”, revela, orgulhosa.

Com as lojas em funcionamento, ela decidiu especializar-se na área de moda, em paralelo com a faculdade de Engenharia. Realizou diversos cursos internacionais e passou a oferecer consultoria gratuita para as clientes que vão às lojas atrás do look perfeito. Hoje, além de tudo, Jessica é personal stylist e oferece um tratamento exclusivo às clientes.

Além disso, a jovem possui um olhar clínico na hora de comprar as roupas. “Quando vou fazer as compras e vejo uma peça, eu já imagino ela em um look todo montado, então isso é um diferencial no meu trabalho, proporcionar às clientes o look completo”, explica. Outro diferencial da empresária está na loja kids, onde oferece a opção “tal mãe, tal filha” – supermoderninha e exclusiva.

“Hoje é meu sonho de criança que está me dando o dinheiro que eu achava que a engenharia ia me dar. Deus é perfeito em tudo o que faz”, acrescenta.

Mas ela não para por aí. Nos próximos meses, a fachada da loja em Foz ganhará novo visual, inspirado na arquitetura europeia. A empreendedora também deseja fazer uma pós na área de engenharia ou arquitetura, porque sabe que conhecimento nunca é demais.

“Estou sempre em busca de novos aprendizados e, se puder dar um conselho para as pessoas que desejam empreender e ainda não sabem como, é de que primeiro a gente tem que descobrir o que gosta e batalhar por esse sonho, porque Deus nunca desiste de nós. Eu não tinha condições nem pra estudar, e hoje sou uma pessoa realizada com todas as minhas conquistas”, finaliza.

Fotos: Aline Moraes

 

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