Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelé morreu nesta quinta-feira, aos 82 anos, ele estava internado havia 30 dias e não resistiu às complicações decorrentes de um câncer de cólon. 

Pelé foi bicampeão mundial em 1962. Bicampeão mesmo. Conquistou dois mundiais no mesmo ano. Pela Seleção, marcou gol na primeira partida da Copa do Chile. Depois, Edson se machucou e assistiu a seus colegas levantarem a Jules Rimet. Pelo Santos, foi protagonista da decisão contra o Benfica de Eusébio, fazendo cinco gols nas duas partidas, uma no Maracanã outra no Estádio da Luz, em Lisboa.  

No ano seguinte, estava machucado nas duas partidas finais do Santos contra o Milan de Amarildo e Mazola. Mas Pelé havia marcado duas vezes no jogo de ida, na Itália, e ajudado o time paulista a levar o bi, o quarto campeonato mundial do camisa 10.

Em 1970, Pelé, no México, tornou-se pentacampeão mundial. E tri de Copas. Ninguém mais conseguiu atingir este feito.

O rei do futebol nasceu em Três Corações, no interior mineiro. Ainda na infância, mudou-se para Bauru. Lá, passou seus primeiros anos jogando bola pelas ruas, até chegar a Santos. Depois de atingir sucesso profissional, administrou uma empresa de eventos. Manteve boa saúde até começar a sentir dores abdominais e ser internado com alguma frequência a partir do final de 2014.

Pelé surgiu em Santos — cidade que mudaria sua vida e o mundo a partir dos anos 1950. Aos 17 anos, teve sua primeira convocação para a Seleção. Com esta idade, disputou, ganhou e foi protagonista da Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Entrou no time comandado por Vicente Feola nas quartas de final, ao lado de Garrincha (juntos, aliás, jamais perderam um só jogo pelo time nacional). Fez gol contra França, contra País de Gales e contra os donos da casa. E já, naquela idade, foi chamado pela primeira vez por um nome que seria (ou será) conhecido enquanto exstir vida na Terra: Rei.

Edson, no ano anterior, ainda Pilé, esteve no Rio Grande do Sul em uma excursão do Santos. Em uma tarde, precisou passar em uma farmácia, em Porto Alegre. Foi uma das últimas vezes que Pelé caminhou pelas ruas sem ser interpelado.

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