Desde que a Ponte da Amizade foi fechada em março deste ano a 100fronteiras questionou até quando ficaria assim. Fizemos uma reflexão também sobre o estilo de vida da fronteira que mudou com o fechamento da ponte. As compras no país vizinho, as filas na ponte, o sotaque portunhol, os abraços entre as famílias que se distanciaram e passaram a se ver apenas pela tela do celular, enfim, situações que estavam no sangue e dia a dia dos moradores, mas que da noite para o dia mudou completamente.

Agora, quase sete meses depois, e com expectativas criadas ao longo desse tempo de que a fronteira iria abrir, parece que a data finalmente está para se concretizar. 15 de outubro, essa é a nova e oficial data de reabertura da fronteira. Diferente das demais suposições, essa vem com a confirmação do encontro entre os dois presidentes, Mario Abdo Benítez, do Paraguai, e Jair Bolsonaro, do Brasil, em uma solenidade nas proximidades das aduanas entre os dois países.

Atualmente o movimento é fraco no microcentro de CDE. (Foto: Evelin Fretes/100fronteiras)

O novo normal com a reabertura da Ponte da Amizade

E com o sonho cada vez mais próximo de se tornar realidade, o questionamento que vem agora é de como será quando os dois países voltarem a se encontrar.

Já faz tanto tempo que tivemos que nos acostumar com a separação. Fomos forçados a viver com fronteiras diante de uma pandemia que mudou a rotina do mundo, ceifou vidas e nos fez repensar a maneira como vivemos e o que realmente é importante. No entanto, percebemos que não podemos viver assim, uma cidade depende da outra.

Uma saudade: o movimento de carros e pessoas no Paraguai. (Foto: Arquivo)

Quando a fronteira reabrir e a Ponte da Amizade voltar a ser a mais movimentada do país, brasileiros e paraguaios estarão diferentes. Os abraços ainda não poderão acontecer e o uso da máscara de proteção esconderá os sorrisos que fazem parte do cumprimento caloroso de quem não fala a mesma língua, mas compartilha dos mesmos costumes.

Enquanto esperamos ansiosamente e confiantes o dia em que de fato cruzar a fronteira voltará a ser possível, ficamos aqui relembrando o quanto é bom morar na fronteira e poder dividir a rotina e a vida com o país vizinho.

Paraguai, estamos com saudade!

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras.

Participe da conversa

1 Comentário

Deixe um comentário

Deixe a sua opinião